Geral

Fenynx antecipa tendência iniciada nos EUA e oferece crédito com garantia em Bitcoin para compra de imóveis no Brasil

Movimento liderado por instituições como a Fannie Mae ganha força no mercado norte-americano, enquanto startup brasileira já viabiliza o uso de criptoativos como colateral no financiamento imobiliário

Thiago Nassa 24/04/2026
Fenynx antecipa tendência iniciada nos EUA e oferece crédito com garantia em Bitcoin para compra de imóveis no Brasil

Abril de 2026 – Enquanto o mercado imobiliário dos Estados Unidos começa a dar seus primeiros passos na adoção de criptomoedas como garantia para hipotecas, o Brasil já conta com uma operação estruturada e em funcionamento. A Fenynx Lending & Credit, empresa brasileira especializada em crédito com garantia em ativos digitais, já permite que investidores utilizem Bitcoin, stablecoins e ativos tokenizados como colateral para obtenção de crédito — inclusive para a compra de imóveis.
 

O movimento ganha relevância após a sinalização da Fannie Mae, um dos principais pilares do financiamento imobiliário norte-americano, que passou a aceitar criptomoedas como garantia em operações hipotecárias, em iniciativas que envolvem empresas como a Coinbase. A mudança indica um avanço importante na integração entre o mercado financeiro tradicional e os ativos digitais. No Brasil, porém, esse modelo já é realidade. “O investidor não precisa mais escolher entre manter sua posição em Bitcoin ou adquirir um imóvel. Ele pode fazer os dois ao mesmo tempo”, afirma Lucas Montanini, fundador da Fenynx.
 
A proposta da fintech é transformar ativos digitais em liquidez imediata, sem necessidade de venda. Na prática, o investidor utiliza suas criptomoedas como garantia e recebe o valor em reais, dólares ou stablecoins, com crédito que varia de R$ 50 mil a R$ 2 milhões, taxas a partir de 1,40% ao mês, prazo de até 12 meses e liberação que pode ocorrer entre uma hora e 48 horas. O modelo opera com LTV de até 50%, garantindo uma margem de segurança na operação, e os recursos podem ser utilizados livremente, incluindo entrada para financiamento imobiliário, capital de giro ou novos investimentos.
 
O avanço desse tipo de solução ocorre em um momento de aquecimento do mercado imobiliário brasileiro, que registrou recorde de lançamentos em 2025 e segue com expectativa de crescimento em 2026. Ainda assim, o acesso ao crédito tradicional permanece restrito para parte dos consumidores, com exigência de entrada mínima geralmente em torno de 20% do valor do imóvel e processos de análise considerados burocráticos. Nesse cenário, investidores em criptomoedas enfrentam um dilema recorrente: vender seus ativos — arcando com imposto de renda que pode chegar a 22,5% sobre o ganho de capital — ou renunciar a oportunidades no setor imobiliário.
 
A Fenynx surge como alternativa ao permitir que o investidor utilize o Bitcoin como garantia para obtenção de crédito, evitando a venda do ativo, a incidência de tributos e a perda de exposição a um mercado que ainda apresenta potencial de valorização. Em um cenário hipotético, por exemplo, um investidor com R$ 100 mil de ganho acumulado em Bitcoin poderia pagar até R$ 22,5 mil em imposto ao vender o ativo. Ao optar pelo crédito com garantia, o custo em juros ao longo de seis meses seria significativamente menor, além de preservar o potencial de valorização do patrimônio.
 
Apesar da recente movimentação no mercado norte-americano, o Brasil já apresenta um ambiente mais avançado para esse tipo de operação. A Fenynx foi a primeira fintech brasileira a realizar a tokenização de equity na B3, em 2025, e opera com infraestrutura local, compliance integrado e liberação ágil de crédito, em contraste com processos ainda em estruturação nos Estados Unidos. Além do Bitcoin, a empresa aceita stablecoins e ativos tokenizados como garantia, ampliando o acesso e a flexibilidade para investidores.