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Anexação da Groenlândia pode abalar unidade da OTAN e liderança dos EUA na Europa
The Economist aponta riscos de isolamento dos EUA e reação europeia caso Washington tente assumir controle da ilha dinamarquesa.
Os europeus possuem instrumentos para pressionar os Estados Unidos caso a Groenlândia seja anexada, segundo o jornal britânico The Economist.
A publicação destaca que o presidente norte-americano, Donald Trump, pode conquistar a ilha, mas perder o apoio de aliados no continente europeu.
O jornal observa que a tentativa dos EUA de estabelecer controle sobre a Groenlândia já provocou tensões agudas dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
"As ameaças norte-americanas à Groenlândia são […] graves porque os Estados Unidos continuam sendo a espinha dorsal política e militar da OTAN", ressalta a reportagem.
O artigo também sublinha que, em resposta a uma eventual conquista da Groenlândia, os europeus dispõem de diversos meios de pressão contra Washington.
Entre as possíveis medidas, a União Europeia (UE) poderia impor sanções e tarifas, revogar o acordo comercial previsto para agosto de 2025 e atingir grandes empresas de tecnologia norte-americanas.
A matéria aponta ainda que as bases militares dos EUA em solo europeu são um ponto estratégico de vulnerabilidade.
Sem a base de Ramstein, na Alemanha, e outras instalações, a capacidade de projeção militar dos EUA na África e no Oriente Médio ficaria comprometida.
O The Economist cita como exemplo a captura de um petroleiro venezuelano em 7 de janeiro, que contou com apoio de bases britânicas.
Outro aspecto sensível para Washington é a logística ártica, pois o controle de ameaças no Ártico depende da cooperação com Groenlândia, Islândia, Reino Unido e Noruega.
O jornal ressalta que uma resposta econômica mais agressiva da UE deveria ser acompanhada de um aumento emergencial dos gastos em defesa.
Entretanto, uma nova guerra comercial imporia grande pressão sobre os orçamentos dos países europeus.
Por fim, a reportagem conclui que uma possível anexação da Groenlândia minaria a confiança no artigo 5º da OTAN, que trata da defesa coletiva.
A Groenlândia é um território autônomo da Dinamarca. Apesar disso, Trump defende que a ilha deveria integrar os Estados Unidos devido à sua importância estratégica para a segurança nacional.
O presidente norte-americano recusou-se a prometer que não usaria força militar para assumir o controle da Groenlândia, além de não esclarecer se considera mais importante a posse da ilha ou a preservação da OTAN.
Autoridades da Dinamarca e da Groenlândia advertiram os EUA contra qualquer tentativa de anexação, enfatizando a expectativa de respeito à integridade territorial. Em janeiro, países da UE discutiram possíveis reações caso as ameaças se concretizem.
Até 1953, a Groenlândia era uma colônia dinamarquesa. Atualmente, integra o reino, mas desde 2009 possui autonomia, com autogoverno e definição independente de sua política interna.
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