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Desemprego juvenil é três vezes maior que o dos adultos na América Latina, aponta ONU
Relatório da OIT mostra alta informalidade e riscos para jovens na região; Brasil segue com índices elevados entre a juventude.
O desemprego juvenil na América Latina e no Caribe alcançou 11,9%, quase três vezes a taxa de desemprego entre adultos, que é de 4,3%, segundo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgado pela ONU.
De acordo com o Relatório Mundial do Emprego, citado pelo jornal mexicano Milenio, o aumento do emprego na região entre 2024 e 2025 foi de 4,4 milhões de pessoas, elevando a taxa de ocupação da população de 59,1% para 59,3%. Apesar desse avanço, mais da metade das vagas está no setor informal e o emprego juvenil segue classificado como "em risco".
A situação é ainda mais crítica em países de baixa renda, onde 27,9% dos jovens não estudam, não trabalham e não recebem treinamento, condição considerada pela OIT como prejudicial ao desenvolvimento econômico e social da região.
O relatório também destaca que, mesmo entre jovens com formação acadêmica em países de alta renda, há insegurança no emprego devido ao avanço da automação e da inteligência artificial (IA), levando a OIT a recomendar monitoramento rigoroso desses processos.
Outro ponto de atenção é a disparidade de gênero: as mulheres jovens têm 24% menos probabilidade de participar da população economicamente ativa, segundo a OIT.
No Brasil, dados do IBGE mostram que a taxa de desemprego entre jovens voltou a evidenciar a vulnerabilidade do grupo em 2025. No primeiro trimestre, 17,8% dos jovens de 18 a 24 anos estavam desocupados, índice bem acima da média nacional. No segundo trimestre, a taxa recuou para 12%, mas voltou a subir para 12,3% no terceiro, indicando recuperação irregular e lenta para quem busca o primeiro emprego.
A diferença etária permanece clara: enquanto o desemprego nacional caiu para 5,6% no terceiro trimestre, os jovens continuam enfrentando taxas mais que o dobro da média. O IBGE aponta ainda que um em cada quatro jovens estava fora do mercado de trabalho no início de 2025 e que adolescentes de 14 a 17 anos enfrentaram 21,7% de desocupação no segundo trimestre, o que reforça os desafios na transição para o emprego formal.
No cenário global, a ONU estima que 2,1 bilhões de pessoas trabalharão no setor informal em 2024, enquanto o desemprego mundial deve se manter estável em 4,9%, o equivalente a 186 milhões de pessoas sem trabalho. No entanto, o avanço rumo ao trabalho decente segue estagnado.
Diante desse quadro, o diretor-geral da OIT, Gilbert Houngbo, pediu ações coordenadas para fortalecer instituições trabalhistas e ampliar oportunidades de emprego de qualidade para mulheres e jovens. Ele alertou que, sem respostas efetivas, os déficits de trabalho decente vão persistir e a coesão social pode ser comprometida.
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