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Acordo Mercosul-UE deve entrar em vigor no segundo semestre, afirma Alckmin

Vice-presidente destaca avanços em tratativas com novos parceiros e reforça negociações comerciais com os EUA

15/01/2026
Acordo Mercosul-UE deve entrar em vigor no segundo semestre, afirma Alckmin
Geraldo Alckmin destaca expectativa para vigência do acordo Mercosul-UE e avanços em novos tratados comerciais. - Foto: © Sputnik Brasil / Guilherme Correia

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou que o acordo Mercosul–União Europeia (UE) deve entrar em vigor no segundo semestre de 2024, após a assinatura prevista para este sábado, no Paraguai, e a aprovação nos parlamentos dos países envolvidos.

Segundo Alckmin, após a assinatura, caberá ao Parlamento Europeu e ao Congresso brasileiro aprovarem as legislações necessárias para a implementação do tratado. O vice-presidente ressaltou que o governo brasileiro está empenhado em avançar nas negociações internacionais.

Alckmin também anunciou que o acordo entre o Mercosul e os Emirados Árabes Unidos está encaminhado, e destacou o progresso em tratativas com o Canadá, Índia e México. "[Está] entabulado já [o acordo] Mercosul e Emirados Árabes Unidos, estamos trabalhando com o Canadá, com a Índia e com o México. Preferências tarifárias, com a Índia, não é livre comércio", explicou.

De acordo com o vice-presidente, a agenda de integração comercial do bloco está avançando em várias frentes. Ele garantiu ainda que o acordo Mercosul–UE não prejudica as tratativas do Brasil com os Estados Unidos.

Alckmin afirmou que o governo segue atuando para reduzir tarifas impostas por Washington a produtos brasileiros, mesmo após a retirada parcial das sobretaxas. Questionado sobre a ameaça do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, de aplicar tarifas de 25% a países que comercializam com o Irã, Alckmin minimizou o impacto, dizendo que o fluxo brasileiro com Teerã é pequeno, mas ressaltou que o Brasil trabalha para evitar a medida. O tema, segundo ele, está sendo conduzido pelo Ministério das Relações Exteriores.

Por Sputnik Brasil