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Projeção de déficit primário para 2026 sobe para R$ 72,4 bilhões no Prisma Fiscal

Estimativa para 2027 recua, enquanto governo busca ampliar arrecadação para cumprir meta fiscal

15/01/2026
Projeção de déficit primário para 2026 sobe para R$ 72,4 bilhões no Prisma Fiscal
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A mediana do Prisma Fiscal para o déficit primário do Governo Central em 2026 aumentou de R$ 72,1 bilhões em dezembro para R$ 72,4 bilhões em janeiro. Já a estimativa intermediária para 2027 recuou de R$ 54,897 bilhões para R$ 51,97 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (15) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. A coleta foi encerrada no 5º dia útil de janeiro.

A meta fiscal estabelecida para este ano é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com tolerância de 0,25 ponto percentual.

Para garantir o equilíbrio das contas em 2026, o governo negociou com o Congresso medidas para ampliar a arrecadação. No fim de 2025, foi aprovado um corte linear nos benefícios tributários e o aumento da tributação sobre apostas eletrônicas, fintechs e Juros sobre Capital Próprio (JCP).

A nova norma, ao promover o corte linear nos incentivos fiscais, deve gerar arrecadação superior aos R$ 20 bilhões necessários para auxiliar no cumprimento da meta fiscal de 2026, que prevê superávit de R$ 34,3 bilhões.

Os economistas de mercado consultados pela SPE mantiveram as projeções para a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) em relação ao PIB. A mediana para o fim de 2026 ficou em 83,70%, e para 2027 permaneceu estável em 87%. A estimativa intermediária para o déficit nominal do governo central em 2024 subiu de R$ 1,009 trilhão para R$ 1,039 trilhão.

Quanto à arrecadação federal, a mediana recuou de R$ 3,085 trilhões para R$ 3,082 trilhões em 2026 e de R$ 3,277 trilhões para R$ 3,258 trilhões em 2027. Com isso, a estimativa para a Receita Corrente Líquida (RCL) do governo central passou de R$ 2,513 trilhões para R$ 2,510 trilhões este ano e de R$ 2,680 trilhões para R$ 2,664 trilhões em 2027.

Em relação à despesa total do governo central, a mediana da projeção caiu de R$ 2,585 trilhões para R$ 2,580 trilhões em 2026 e de R$ 2,730 trilhões para R$ 2,717 trilhões em 2027.