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Tom positivo em Nova York não anima Ibovespa, pressionado por queda do petróleo

Mesmo com alta nos índices dos EUA, recuo de mais de 4% no petróleo e minério em baixa limitam desempenho do principal índice da B3.

15/01/2026
Tom positivo em Nova York não anima Ibovespa, pressionado por queda do petróleo
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O desempenho positivo das bolsas em Nova York não foi suficiente para impulsionar o Ibovespa no início do pregão desta quinta-feira (15), diante da forte queda nas commodities. O preço do petróleo recua mais de 4%, enquanto o minério de ferro encerrou o dia com desvalorização de 1,03% em Dalian, na China.

A agenda econômica doméstica trouxe as vendas do varejo de novembro, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de dados de produção da Anfavea, a associação das montadoras.

“As ações da Petrobras devolvem parte dos ganhos recentes, que ajudaram o Ibovespa, enquanto as ações da Vale sobem, ajudando a segurar o indicador”, afirma Rubens Cittadin, operador de renda variável da Manchester Investimentos.

A queda das matérias-primas ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que foi informado sobre o fim das execuções pelo regime de Teerã contra manifestantes, reduzindo o risco de uma ação militar dos EUA.

No exterior, o dia também é marcado por discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed), pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA e divulgação de balanços do quarto trimestre de bancos como Goldman Sachs e Morgan Stanley. A afirmação de Trump de que não pretende demitir o presidente do Fed, Jerome Powell, apesar de investigações, trouxe alívio aos juros dos Treasuries.

Os juros dos Treasuries e o dólar ante moedas rivais aceleraram alta após dados de pedidos de auxílio-desemprego ficarem abaixo do esperado, enquanto o índice Empire State também superou as expectativas.

No Brasil, o IBGE informou que as vendas do varejo superaram as expectativas, sugerindo atividade econômica aquecida. As vendas do comércio subiram 1,0% em novembro ante outubro, resultado acima do teto das estimativas, que era de 0,9%, segundo a pesquisa do Projeções Broadcast.

No varejo ampliado, que inclui material de construção, veículos e atacado alimentício, as vendas cresceram 0,7% em novembro ante outubro, superando a mediana de 0,4%.

Pela manhã, os juros futuros apresentavam viés de alta, enquanto o dólar recuava para R$ 5,3970, queda de 0,07%. O movimento de alta nas taxas futuras pode dificultar o avanço de ações mais sensíveis ao ciclo econômico na B3 e dificultar o início de cortes imediatos da Selic.

Na véspera, o Ibovespa fechou em alta de 1,96%, aos 165.145,98 pontos, atingindo nível inédito. Hoje, renovou máxima histórica a 165.630,82 pontos, com alta de 0,29%, superando o recorde anterior. O índice iniciou a sessão aos 165.179,75 pontos (+0,02%) e atingiu mínima de 165.005,21 pontos (-0,09%).

Petrobras recuava entre 0,91% (PN) e 1,11% (ON), enquanto Vale subia 0,47%. O Ibovespa cedia 0,025%, aos 165.132,48 pontos.