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FGV aponta que 30,4% dos trabalhadores se consideram sem proteção social em caso de perda de emprego

Pesquisa revela percepção de maior proteção social entre trabalhadores, impulsionada pelo avanço do emprego formal em 2025

15/01/2026
FGV aponta que 30,4% dos trabalhadores se consideram sem proteção social em caso de perda de emprego
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Três em cada dez trabalhadores brasileiros, o equivalente a 30,4%, acreditam não contar com mecanismos de proteção social caso percam o emprego ou sua principal fonte de renda. O dado é da Sondagem do Mercado de Trabalho de dezembro, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

Apesar de expressivo, esse percentual de trabalhadores que se sentem muito desprotegidos socialmente é o menor desde o início da série histórica da pesquisa, em junho de 2025.

Por outro lado, 36,26% dos entrevistados afirmam sentir-se protegidos socialmente diante de uma possível perda de trabalho. “Desde o início da pesquisa, em junho de 2025, essa é a primeira vez que essa parcela é a mais assinalada pelos respondentes”, destacou a FGV.

A melhora na percepção de proteção social está relacionada à expansão do emprego formal no país. Outros 33,4% dos entrevistados se consideram parcialmente desprotegidos em caso de perda da principal fonte de renda. A sondagem questionou os trabalhadores sobre o grau de proteção social no Brasil, considerando suas experiências pessoais. Os resultados têm como base médias móveis trimestrais.

“O mercado de trabalho encerra 2025 em situação favorável, com taxa de desocupação no menor nível da série histórica e com evolução da população ocupada sustentada pelo avanço das ocupações formais. O resultado da sondagem corrobora esse cenário, ao mostrar que a maioria dos trabalhadores se sente protegida caso perdesse sua ocupação. A percepção de proteção é correlacionada com o emprego formal, por todos os benefícios que um emprego com registro pode proporcionar. A continuidade da evolução do emprego formal depende do ritmo da atividade econômica e a desaceleração em curso pode frear essa tendência favorável observada nesse indicador. Para 2026, a expectativa é de um mercado de trabalho ainda favorável, mas com um ritmo menos intenso do que o observado em 2025”, avaliou Rodolpho Tobler, economista do Ibre/FGV, em nota oficial.

A pesquisa também apontou uma leve redução na proporção de pessoas muito satisfeitas com seu trabalho principal, caindo de 11,7% em novembro para 10,5% em dezembro. Já a parcela de satisfeitos subiu de 64,5% para 66,8%, enquanto a de insatisfeitos recuou de 5,9% para 5,6% no mesmo período.

Houve ainda aumento na proporção de trabalhadores que consideram sua renda atual suficiente para cobrir despesas essenciais: de 69,8% em novembro para 70,6% em dezembro.

A coleta de dados da Sondagem do Mercado de Trabalho referente ao trimestre encerrado em dezembro foi realizada entre 1º de outubro e 31 de dezembro.