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Rússia critica envio de tropas europeias à Groenlândia e acusa Otan de criar ameaças

Moscou denuncia 'militarização acelerada' do Ártico e diz que presença militar na ilha é baseada em ameaças inventadas.

15/01/2026
Rússia critica envio de tropas europeias à Groenlândia e acusa Otan de criar ameaças
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Rússia manifestou forte oposição ao envio de tropas da Otan à Groenlândia, classificando o movimento como parte de uma "militarização acelerada" do Ártico. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, 14, a embaixada russa na Bélgica, sede da aliança, afirmou que a ilha está sendo utilizada como pretexto para ações contra Moscou e Pequim.

A diplomacia russa destacou que "a situação que se desenvolve nas altas latitudes é motivo de extrema preocupação para nós" e acusou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de reforçar sua presença militar com base em ameaças fabricadas.

Segundo Moscou, alguns países europeus estariam se apoiando em declarações de Washington para promover uma agenda "anti-Rússia e anti-China", criticando a ideia de que a proteção da Groenlândia dependa de intervenção direta dos Estados Unidos.

Relatórios citados pelo governo russo apontam que não há registros de submarinos russos ou chineses próximos à ilha, o que, na visão de Moscou, evidencia "a natureza artificial da histeria que está sendo fomentada".

França, Alemanha, Reino Unido, Noruega e Suécia iniciaram o envio de tropas à Groenlândia em apoio à Dinamarca. Os países alegam que o objetivo é demonstrar unidade europeia e sinalizar ao presidente americano, Donald Trump, que uma intervenção direta dos EUA na ilha não é necessária.

Donald Trump já expressou interesse estratégico na Groenlândia, uma região ártica de grande relevância geopolítica e baixa densidade populacional.