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Banco Central decreta liquidação extrajudicial da CBSF um dia após operação da PF

Decisão ocorre após investigações da Polícia Federal sobre possíveis fraudes envolvendo fundos da gestora e o Banco Master.

15/01/2026
Banco Central decreta liquidação extrajudicial da CBSF um dia após operação da PF
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, decretou nesta quinta-feira (15) a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, anteriormente conhecida como Reag DTVM. A medida foi tomada um dia após a Polícia Federal deflagrar a segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga o uso de fundos da gestora em supostas fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master, liquidado em novembro do ano passado.

De acordo com o Banco Central, a liquidação extrajudicial foi determinada porque a CBSF, ex-Reag, infringiu normas que regem suas atividades. O órgão informou ainda ter alertado o Ministério Público Federal sobre transações relâmpago realizadas por diversos fundos da Reag, a partir de um empréstimo do Master.

Para conduzir o processo, Galípolo nomeou a APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo Ltda. como liquidante, tendo como responsável técnico Antonio Pereira de Souza, profissional que já atuou na liquidação do Banco Bamerindus.

Na quarta-feira (14), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no âmbito da operação Compliance Zero. Na primeira fase da investigação, Vorcaro chegou a ser preso um dia antes da liquidação do Master, mas atualmente responde em liberdade. Na noite de ontem, Galípolo reuniu-se com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, mas o teor da conversa não foi divulgado.

Liquidação de corretora

O Banco Central também decretou nesta quinta-feira a liquidação extrajudicial da Advanced Corretora de Câmbio, alegando "grave comprometimento da situação econômico-financeira" e "graves violações às normas legais". Segundo o BC, os processos não têm relação entre si.