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Pacheco e Messias selam trégua enquanto impasse sobre indicação ao STF persiste
Encontro reservado entre presidente do Senado e ministro da AGU reforça relação cordial, mas não resolve impasse sobre vaga no Supremo.
Em um encontro reservado, Rodrigo Pacheco e Jorge Messias tiveram a primeira conversa direta sobre a indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) ao Supremo Tribunal Federal (STF). A reunião, realizada na residência de Pacheco em Brasília, foi descrita como cordial, com ambos reafirmando a boa relação e a ausência de divergências pessoais.
A nomeação de Messias, anunciada pelo presidente Lula em novembro, provocou uma crise com Davi Alcolumbre (União Brasil), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que preferia ver Pacheco indicado ao STF. Durante o encontro, Pacheco fez uma avaliação geral do cenário e expressou o desejo de que a situação seja resolvida, mas evitou assumir compromissos ou manifestar apoio explícito.
Pacheco destacou que o desfecho da indicação depende do alinhamento entre Lula e Alcolumbre, já que a aprovação ao STF exige maioria dos votos dos senadores em votação secreta. Paralelamente, o presidente Lula mobilizou auxiliares no fim do ano para buscar apoio parlamentar ao nome de Messias.
Segundo apuração da Folha de S.Paulo, Messias compartilhou com Pacheco parte de sua trajetória pessoal e reconheceu que a resistência a seu nome no Senado é mais política do que pessoal. Alcolumbre, por sua vez, ficou contrariado por não ter sido informado previamente da escolha e viu a relação com o governo azedar após a retenção de documentos necessários para a sabatina, o que atrasou o processo.
Pacheco também afirmou não ter intenção de disputar o governo de Minas Gerais, como desejava Lula, e frisou que considera encerrada a discussão sobre sua indicação ao STF. Pessoas próximas afirmam que ele não quer ser responsabilizado por uma eventual rejeição de Messias no Senado.
A visita integra a articulação de Messias para conquistar votos, esforço que perdeu ritmo durante o recesso parlamentar e as férias do indicado. Ainda assim, Messias manteve encontros, como o realizado com Otto Alencar (PSD), presidente da CCJ, responsável pela sabatina dos indicados ao Supremo.
Aliados do ministro avaliam que houve avanços nas conversas com senadores no final do ano e que a reaproximação entre Lula e Alcolumbre pode facilitar a aprovação de Messias quando o Senado retomar os trabalhos.
Por Sputinik Brasil
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