Finanças

Novo valor do Bolsa Família começa a ser pago em 19 de outubro; veja calendário

Com reajuste, valor mínimo do benefício por família passou de R$ 600 para R$ 691. Primeiros a receber são beneficiários com NIS de final 1

Agência O Globo - 05/10/2026
Novo valor do Bolsa Família começa a ser pago em 19 de outubro; veja calendário
Novo valor do Bolsa Família começa a ser pago em 19 de outubro; veja calendário - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O pagamento do Bolsa Família referente ao mês de outubro começa no dia 19. Os repasses são feitos de forma escalonada pela Caixa Econômica Federal, de acordo com o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). Os primeiros a receber são os beneficiários com NIS de final 1. O cronograma deste mês será encerrado no dia 30 para aqueles que têm NIS de final 0 (veja o calendário abaixo).

Com o reajuste, o valor mínimo do benefício por família passou de R$ 600 para R$ 691, enquanto o pagamento médio subiu para R$ 777.

Segundo o governo, cerca de 19 milhões de famílias serão beneficiadas pelo reajuste.

Confira abaixo o calendário de pagamento do Bolsa Família para outubro:

NIS de final 1: 19 de outubro

NIS de final 2: 20 de outubro

NIS de final 3: 21 de outubro

NIS de final 4: 22 de outubro

NIS de final 5: 23 de outubro

NIS de final 6: 26 de outubro

NIS de final 7: 27 de outubro

NIS de final 8: 28 de outubro

NIS de final 9: 29 de outubro

NIS de final 0: 30 de outubro

Benefícios

O formato atual do Bolsa Família é composto por quatro tipos de benefícios. Primeiramente, é pago o auxílio de renda da cidadania a cada integrante da família. Caso os auxílios “individuais” somados não alcancem o piso por família, que é de R$ 691, há um complemento para atingir esse patamar mínimo.

Além disso, existem benefícios específicos para famílias com mulheres grávidas ou crianças pequenas.

Confira abaixo os novos valores de cada auxílio:

Benefício de Renda da Cidadania (pago por integrante da família): de R$ 142 para R$ 164

Benefício Primeira Infância, pago para famílias com crianças de 0 a 7 anos incompletos: de R$ 150 para R$ 173 (auxílio é pago por criança)

Benefício Variável Familiar, pago a famílias com gestantes, lactantes e adolescentes de 7 a 18 anos incompletos: de R$ 50 para R$ 58 (auxílio pago por integrante)

Benefício Complementar: garante que a soma das parcelas recebidas pela família não fique abaixo de R$ 691. Quando o total calculado for inferior a esse valor, o complemento corresponderá à diferença necessária para alcançar o piso.

Quem pode receber?

A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa da casa. Para se enquadrar no programa, é preciso somar a renda total e dividi-la pelo número de pessoas da família. Caso o valor fique abaixo de R$ 218, a família está elegível para o Bolsa Família.

Por exemplo, se um integrante da família recebe um salário mínimo (R$ 1.621) e nessa família há oito pessoas, a renda de cada um é de R$ 202,62. Como está abaixo do limite de R$ 218, a família tem direito a ingressar no programa social.

Os beneficiários também precisam:

  • Manter crianças e adolescentes na escola
  • Fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes)
  • Manter as carteiras de vacinação atualizadas

O MDS reforça a importância de manter os dados do Cadastro Único (CadÚnico) atualizados. As informações devem ser revisadas sempre que houver alterações na composição familiar, endereço, renda ou situação escolar de crianças e adolescentes. A atualização deve ocorrer, no máximo, a cada 24 meses, para evitar a interrupção do pagamento do benefício.

Onde se cadastrar?

Para se tornar beneficiário, é preciso se inscrever no CadÚnico, que garante a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais do governo federal. A inscrição pode ser feita nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) das prefeituras.

Estar no Cadastro Único, porém, não significa a entrada automática no Bolsa Família. O cadastro é um pré-requisito para que a inscrição seja avaliada.

Como sacar o dinheiro?

Os beneficiários podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa Tem, não sendo necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal para realizar o saque. Eles também podem utilizar o cartão virtual do Caixa Tem para realizar compras nos estabelecimentos comerciais por meio da função de débito, além de realizar saques em terminais de autoatendimento, casas lotéricas, correspondentes bancários e caixas das agências.

Informações

Em casos de dúvidas sobre o programa, o beneficiário pode consultar o Disque Social 121. Também é possível acionar o canal de atendimento da Caixa, por meio do número 111. Adicionalmente, os aplicativos do Bolsa Família e da Caixa estão disponíveis para download gratuito.