Finanças
Tesouro Direto é retirado do ar
Sistema de venda dos títulos da dívida pública teve negociações interrompidas na manhã desta segunda-feira diante da volatilidade nas taxas
O Tesouro Direto, canal para adquirir títulos da dívida pública nacional, está fora do ar na manhã desta segunda-feira. Esta é a primeira sessão de negociações após o primeiro turno das eleições presidenciais ocorridas neste domingo (dia 4), onde Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O Tesouro Nacional afirmou em comunicado que a interrupção acontece diante da "alta volatilidade dos mercados nesta manhã". O órgão não deu informações de quando o serviço será reestabelecido, mas informou que as negociações do Tesouro Reserva, disponível para clientes do Banco do Brasil e que não registram oscilações negativas nos rendimentos, seguem em operação.
Os juros futuros, que estimam a inflação e onde estará a Taxa Selic nos anos seguintes, operam em forte baixa ao longo de todos os prazos. Eles influenciam diretamente os rendimentos dos títulos do Tesouro Direto, como o Tesouro Selic e os indexados à inflação (IPCA+).
Para janeiro de 2028, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em cai a 12,705%, quase um ponto percentual abaixo do fechamento de sexta-feira, em 13,69%.
Nas redes sociais, internautas reclamavam da interrupção. O aplicativo da XP informava a impossibilidade de negociações.
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