Finanças

Varejo cresce 1,0% em novembro, impulsionado pela Black Friday

Resultado supera expectativas do mercado, que previa avanço de apenas 0,2% no mês

Agência O Globo - 15/01/2026
Varejo cresce 1,0% em novembro, impulsionado pela Black Friday
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O comércio varejista brasileiro registrou crescimento de 1,0% em novembro, após já ter avançado 0,5% em outubro, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (11) pelo IBGE. O desempenho ficou acima das projeções dos analistas de mercado, que esperavam uma alta mais modesta, de 0,2%, segundo a mediana das estimativas coletadas pelo Valor Data.

No acumulado de 2025, o varejo soma alta de 1,5%. Considerando os últimos 12 meses encerrados em novembro, o crescimento também é de 1,5%.

Na comparação com novembro de 2024, o volume de vendas apresentou aumento de 1,3%.

Com o resultado, o varejo completa dois meses consecutivos de crescimento, sequência que não era registrada desde o início do ano.

"Fevereiro e março também tiveram altas acima do que consideramos estabilidade (variação entre -0,5% e 0,5%), com resultados de 0,5% e 0,7%, respectivamente. Agora, outubro e novembro apresentaram crescimentos de 0,5% e 1,0%", explicou Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE.

Segundo Santos, a Black Friday foi um dos fatores que impulsionaram o desempenho do setor em novembro, contribuindo para um crescimento mais distribuído entre as atividades.

Na passagem de outubro para novembro de 2025, com ajuste sazonal, sete das oito atividades pesquisadas apresentaram avanço no volume de vendas. Os destaques foram: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%); Móveis e eletrodomésticos (2,3%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,2%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,0%); Livros, jornais, revistas e papelaria (1,5%); Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%); e Combustíveis e lubrificantes (0,6%). O único recuo foi registrado em Tecidos, vestuário e calçados (-0,8%).