Finanças
Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Reag por suspeita de fraudes
Medida foi tomada após identificação de graves irregularidades e compromete situação financeira da instituição, que mantinha operações com o Banco Master.
O Banco Central determinou, nesta quinta-feira, a liquidação extrajudicial da Reag, em meio a investigações sobre suspeitas de irregularidades e possíveis fraudes financeiras envolvendo operações relacionadas ao Banco Master.
De acordo com o Banco Central, a decisão foi motivada pela constatação de grave comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, além de violações relevantes às normas que regem o funcionamento das entidades integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
"A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN", informou o BC em nota oficial.
A Reag atuava no segmento S5 da regulação prudencial, que reúne instituições de pequeno porte e baixa relevância sistêmica. Em 2025, a corretora ocupou a 56ª posição no ranking de câmbio do Banco Central, com participação de 0,081% do volume financeiro total e 0,14% do número de operações de câmbio realizadas no país.
O Banco Central acrescentou que continuará adotando “todas as medidas cabíveis para apurar responsabilidades”, podendo aplicar sanções administrativas e encaminhar informações a outras autoridades competentes, conforme prevê a legislação.
Com a liquidação extrajudicial, os bens dos controladores e ex-administradores da Reag ficam indisponíveis, medida que visa preservar recursos para eventual ressarcimento de credores.
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