Alagoas

Thaís Canuto desponta como nome forte e pode recolocar mulher na bancada federal de Alagoas

Ex-vereadora do Pilar ganha espaço em cenário sem representação feminina desde 2018 e surge como uma das principais apostas para 2026

Redação 25/04/2026
Thaís Canuto desponta como nome forte e pode recolocar mulher na bancada federal de Alagoas
Thaís Canuto, pré-candidata a deputada-federal pelo PSD

A disputa por uma vaga feminina na bancada federal de Alagoas volta a ganhar força para as eleições de 2026, após um período de vazio na representação das mulheres no Congresso Nacional. Desde 2018, quando Tereza Nelma foi eleita deputada federal, o estado não consegue levar uma mulher à Câmara dos Deputados.

No novo cenário eleitoral, um nome começa a ganhar destaque e consolidar espaço político: o da ex-vereadora do Pilar, Thaís Canuto.

Com trajetória construída na política municipal, Thaís surge como uma das principais apostas dentro do PSD para romper essa lacuna histórica. Sua atuação na Câmara de Vereadores do Pilar, marcada por pautas sociais e presença ativa nas comunidades, contribuiu para ampliar sua visibilidade e fortalecer sua base eleitoral.

Além da experiência legislativa, Thaís Canuto também carrega o peso político de um grupo tradicional no interior alagoano, o que potencializa sua competitividade em uma eleição proporcional marcada pela necessidade de densidade eleitoral e capilaridade regional.

Crescimento e projeção


Nos bastidores, o nome de Thaís é visto como estratégico dentro da composição partidária. Ela aparece como uma das candidaturas femininas com maior potencial de crescimento, especialmente em um cenário onde o eleitorado tem demonstrado maior abertura para renovação e representatividade.

Sua presença no PSD ocorre ao lado de outros nomes relevantes, como Rute Nezinho, mas analistas políticos apontam que Thaís reúne características que podem lhe dar vantagem na disputa: juventude política, experiência local e conexão com bases populares.

Cenário feminino ainda limitado

Apesar do crescimento de novas lideranças, o histórico recente ainda pesa. Em 2022, nenhuma mulher conseguiu se eleger deputada federal por Alagoas, repetindo um padrão de baixa representatividade feminina na política estadual.

Antes disso, o estado já havia registrado momentos de maior presença feminina, como nas eleições de 2010, quando elegeu duas deputadas federais: Célia Rocha, com expressiva votação, e Rosinha da Adefal, consolidando um período atípico de protagonismo feminino.

Desde então, no entanto, a participação das mulheres na bancada federal alagoana voltou a ser reduzida.

Disputa aberta


Para 2026, além de Thaís Canuto, outros nomes também aparecem no radar, como a própria Tereza Nelma, que tenta retornar à Câmara, e Marina Cândia, que articula candidatura com forte presença digital.

Ainda assim, o diferencial de Thaís está no equilíbrio entre atuação política tradicional e renovação — um fator que pode ser decisivo em um cenário competitivo e fragmentado.

Representatividade em jogo


A eleição de uma mulher para a Câmara Federal por Alagoas não é apenas uma disputa numérica, mas também simbólica. Representa a retomada de espaço em um ambiente historicamente dominado por homens e a possibilidade de ampliação das vozes femininas na política nacional.

Nesse contexto, Thaís Canuto desponta não apenas como candidata, mas como um dos principais vetores dessa mudança.