terça-feira, 16 de julho de 2019

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Brasil mantém rotina e pela 5ª vez seguida sofre na 1ª fase da Copa América

Jogar em casa na Copa América não tem significado ao Brasil conseguir uma campanha mais estável nesta competição. Pelo contrário. O empate por 0 a 0 com a Venezuela nesta terça-feira, em Salvador, adiou a chance de a seleção se classificar de forma antecipada para a próxima fase da competição e renovou o incômodo histórico recente de sofrer na busca para avançar ao mata-mata do torneio.

O Brasil tem agora quatro pontos ganhos, lidera o Grupo A e ainda depende apenas de si para passar de fase. O próximo jogo será no sábado, contra o Peru, na Arena Corinthians. Por um lado, um empate basta para garantir presença nas quartas de final. Por outro, o nível ruim das atuações e o risco existente de um vexame na fase de grupos deixam o clima na seleção brasileira bastante pesado. “Temos de compreender o torcedor e as vaias. Ele quer que nosso jogo se traduza em gol. É compreensível a insatisfação com a equipe”, resumiu o técnico Tite.

Em sua primeira Copa América no comando da seleção brasileira, o treinador convive com o drama da insatisfação da torcida e com a realidade de repetir campanhas irregulares do Brasil nesta primeira fase, a exemplo de edições anteriores.

Nas quatro últimas Copas América, o Brasil sofreu para passar da fase de grupos e, assim como em 2019, precisou conquistar o resultado na rodada final para confirmar a classificação. Inclusive na última edição, em 2016, a equipe viveu um cenário parecido: enfrentava o Peru em busca apenas um empate, mas perdeu por 1 a 0 e acabou eliminado ainda na fase inicial da competição.

Em 2015, no Chile, o Brasil dirigido por Dunga perdeu a segunda partida na Copa América, para a Colômbia, por 1 a 0, e só se classificou na rodada final, após bater a Venezuela por 2 a 1. Na edição anterior, em 2011, o drama foi ainda maior. Os comandados do técnico Mano Menezes empataram com Venezuela e Paraguai, para depois só avançarem de fase graças à vitória sobre o Equador por 4 a 2.

Até mesmo no ano do último título o roteiro foi de sofrimento. Em 2007, o Brasil perdeu logo na estreia para o México, por 2 a 0, mas se recuperou ao bater Chile e Equador para depois seguir rumo à conquista, garantida com vitória por 3 a 0 sobre a Argentina.

Autor: Ciro Campos
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