Vida Esportiva

China desbanca EUA e vence final por equipes do Mundial de Ginástica Artística em Roterdã

Japão fica em terceiro e Brasil termina em quinto lugar; os medalhistas garantiram vaga em LA-2028

Agência O Globo - 21/10/2026
China desbanca EUA e vence final por equipes do Mundial de Ginástica Artística em Roterdã
China desbanca EUA e vence final por equipes do Mundial de Ginástica Artística em Roterdã - Foto: Reprodução

Após 16 anos de domínio dos Estados Unidos no Mundial de Ginástica Artística, a China conquistou a disputa por equipes do Campeonato Mundial, nesta quarta-feira, em Roterdã. O Japão completou o pódio em terceiro lugar. As chinesas somaram 165.764 pontos, à frente das americanas, com 165.531, e das japonesas, com 164.063.

No masculino, as equipes medalhistas foram o Japão, Rússia e China.

O Brasil, representado por Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira, Rebeca Andrade, Sophia Weisberg e Thais Fidélis, finalizou em quinto lugar, com 159.730 pontos.

As seis equipes medalhistas em Roterdã conseguiram vaga garantida nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028. As nove vagas restantes para as equipes de cada naipe serão definidas no Campeonato Mundial do ano que vem, na China.

O país havia avançado para a final da competição por equipes na oitava colocação, com 159.131 pontos.

A França terminou em quarto lugar (161.130), a Rússia, em sexto (159.394), a Itália ficou em sétimo (158.129) e o Canadá, em oitavo (158.096).

Nesta final, o país teve o melhor somatório no salto, mas apresentou uma diminuição nas notas de solo, trave e barras assimétricas. Apesar disso, o total somado foi de 159.730.

Na final, três atletas disputam cada aparelho e não há descarte de nota. O Brasil começou no solo, com Thais marcando 12.933 pontos (ela havia feito 12.733 nas classificatórias).

Lorrane somou 12.900 (13.133) e Flávia fez 12.800 (12.866), totalizando 38.633 (contra 38.732 da classificação). Lorrane e Flávia cometeram algumas imprecisões, resultando em descontos de execução.

Nesta passagem, o Brasil terminou em oitavo, avançando para o salto.

Flávia, com um Yurchenko com pirueta sobrando, obteve 13.000 pontos, igualando a nota da classificatória. A novata Sophia, com um Yurchenko com dupla pirueta, obteve uma nota alta de 14.033 pontos, superando a nota da classificatória de 12.766.

E Rebeca, ovacionada em Roterdã, executou um Yurchenko com dupla pirueta, somando 14.400, mesma nota das classificatórias. No total, o Brasil obteve 41.433 (40.266) no salto, permanecendo em sexto.

Em seguida, o Brasil competiu nas barras assimétricas. Thaís abriu o aparelho com 12.466, nota maior do que nas classificatórias e com duplo carpado cravado na saída (12.200). Lorrane acertou sua série e fez 13.533 (13.700) e Flávia, com problemas na saída, somou 13.133 (13.300).

No total, o Brasil fez 39.132 neste aparelho (39.200), mantendo a sexta colocação geral.

A final se encerrou na trave para o Brasil. Thais perdeu algumas ligações e deu um passo grande na saída, somando 13.033 (13.500). Flávia, que havia arrasado na classificação com 14.400, teve desequilíbrios e somou 14.066.

Rebeca também teve alguns desequilíbrios, mas acertou um exercício que tinha errado na qualificação, conseguindo 13.433 (13.033), totalizando 40.532 (40.933).

Mais finais

Nesta quinta-feira, acontece a final do individual masculino. O Brasil não terá representantes, já que a seleção masculina não avançou para nenhuma final neste Mundial.

No entanto, o Brasil ainda tem chance de conquistar medalhas individuais.

Nesta sexta-feira, será a final do individual geral feminino, com a participação de Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira. Elas se classificaram em 12.º e 22.º respectivamente — foram as únicas que competiram nos quatro aparelhos.

A maior esperança, porém, é na final do salto, onde Rebeca Andrade se destaca como favorita, tendo obtido a melhor nota no salto (14.533) nas classificatórias.

Ela executou um Yurchenko com dupla pirueta (14.400 pontos) e um Lopez (14.266), totalizando 14.533 com bonificação. Na final por equipes, ela repetiu o Yurchenko com dupla pirueta, obtendo a mesma nota (14.400).

Para a decisão do aparelho, ela pode optar pelo Cheng, salto que a levou ao ouro em Tóquio-2020, no Mundial de Kitakyushu-2021 e no Mundial de Antuérpia-2023, além de garantir bronze por equipes em Paris-2024 e prata na mesma Olimpíada.

Rebeca e seu treinador avaliarão se vale a pena executar o Cheng, considerando que ela pode conquistar o ouro com o salto da classificatória e da final desta quarta-feira. A ginasta se sente mais confortável para executar este salto do que o Cheng.

Além dela, Flávia também pode subir ao pódio na trave: na classificatória, ela foi a terceira (14.400), atrás das chinesas Qingying Zhang (15.100) e Qiyuan Qiu (14.966).

Na etapa da Copa do Mundo de Szombathely, na Hungria, última antes do Mundial, Flávia conquistou a medalha de ouro na trave.

As finais por aparelhos serão disputadas no final de semana.