Vida Esportiva
Santos é condenado a pagar quase R$ 20 milhões ao Cuiabá
Clube paulista foi condenado na CNRD da CBF por dívida pela compra do zagueiro Joaquim, em 2023
O Santos foi condenado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF a pagar R$ 18.616.377,46 ao Cuiabá. O valor refere-se a uma dívida do clube paulista pela compra do zagueiro Joaquim, em 2023, e pela participação do Dourado na revenda do atleta ao Tigres, do México, em 2024. Em nota, o clube do Mato Grosso cobrou o pagamento imediato e citou dívidas de outros times, como Corinthians e Grêmio.
"O Cuiabá recebe a decisão com respeito, mas não com alívio. Sentença não paga salário. O que o clube espera agora é o pagamento imediato. O Santos ainda pode recorrer ao CBMA. O Cuiabá deixa registrado desde já que não aceitará em silêncio o uso de recursos e expedientes processuais com o único objetivo de adiar mais uma vez o que é devido há quase dois anos", diz um trecho da nota do Cuiabá.
De acordo com o Cuiabá, os clubes chegaram a fazer um acordo para o pagamento do valor em cinco parcelas. No entanto, o Santos teria pago apenas a primeira parte do combinado. O processo se desenrolava desde maio de 2025 na CNRD.
Confira a nota do Cuiabá:
O Cuiabá Esporte Clube informa que, nesta data, a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF condenou o Santos Futebol Clube a pagar ao Cuiabá R$ 18.616.377,46.
A dívida vem da venda do zagueiro Joaquim ao Santos, em fevereiro de 2023, e da participação do Cuiabá na revenda do atleta ao Tigres, do México. A última parcela venceu em janeiro de 2025. Para facilitar o acerto, o Cuiabá renegociou e abriu mão de parte relevante do que tinha a receber. Mesmo assim, o Santos pagou apenas a primeira das cinco novas parcelas. O Cuiabá acionou a CNRD em maio de 2025, e a sentença levou dezesseis meses para sair.
O Cuiabá recebe a decisão com respeito, mas não com alívio. Sentença não paga salário. O que o clube espera agora é o pagamento imediato. O Santos ainda pode recorrer ao CBMA. O Cuiabá deixa registrado desde já que não aceitará em silêncio o uso de recursos e expedientes processuais com o único objetivo de adiar mais uma vez o que é devido há quase dois anos. O histórico recente preocupa: nas cobranças movidas pelo Arouca e pelo Mônaco perante a FIFA, o Santos só pagou depois de receber transfer ban, embora já estivesse condenado havia meses. No mesmo período, seguiu contratando.
O caso Santos não é isolado:
Corinthians: a dívida pela venda do volante Raniele foi incluída pela própria CNRD em plano coletivo de 24 parcelas trimestrais, até 2031, corrigidas apenas pela inflação e sem juros. São condições extremamente favoráveis ao devedor e duríssimas para o credor. Mesmo assim, a parcela vencida em 17 de julho segue em aberto.
Sport: deve cerca de R$ 6 milhões pela venda do lateral Matheus Alexandre.
Grêmio: o Cuiabá aguarda julgamento sobre a inclusão de um crédito de aproximadamente R$ 900 mil em plano de pagamento coletivo.
Outros clubes também devem valores menores.
Somados, os créditos do Cuiabá contra clubes brasileiros ultrapassam R$ 40 milhões.
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