Vida Esportiva
Novas regras elevam tempo médio de bola rolando na Série A do Brasileirão
Partida entre Mirassol e Botafogo, no último sábado, registrou 70 minutos de bola rolando.
As novas regras de arbitragem entraram em vigor há apenas seis rodadas, mas seus efeitos já são visíveis. A CBF apresentou aos clubes, nesta segunda-feira, os números que apontam maior tempo de bola rolando no Brasileirão. Na Série A, o aumento médio foi de 4 minutos e 49 segundos.
Até a 22ª rodada, quando as novas regras ainda não haviam sido implementadas, o tempo médio de bola rolando era de 53min54seg por partida. Da 23ª até a 28ª, finalizada neste domingo, a marca saltou para 58min43seg.
Neste sentido, o maior destaque foi o jogo entre Mirassol e Botafogo, no último sábado (vitória dos paulistas por 2 a 0). O duelo na cidade paulista registrou 70min12seg de bola rolando, um recorde no banco de dados da Opta, empresa contratada pela CBF para realizar este estudo, e talvez até mesmo de toda a história da competição.
Na Série B do Brasileiro, o aumento foi ainda maior. Pulou de uma média de 51min27seg por jogo (da 1ª à 22ª rodada) para 56min49seg (da 23ª até a 29ª).
A média deste período com as novas regras (a partir da 22ª rodada) faz a Série A passar a ter o segundo maior tempo de jogo na comparação com as cinco principais ligas europeias na temporada 2026-27 (também já com as medidas anti-cera). Os 58min43seg por partida ficam atrás apenas da Ligue 1 (França), com 60min16seg por duelo.
Tempo de bola rolando por liga (Brasileirão a partir das novas regras x temporada europeia 2026/27):
Ligue 1 (França): 60min16seg por jogo
Brasileirão Série A (da 22ª a 28ª rodada): 58min43seg
Serie A (Itália): 58min12seg
Média Top-5 Europa: 57min52seg
La Liga (Espanha): 57min46seg
Brasileirão Série B: 56min49seg
Premier League (Inglaterra): 56min36seg
Bundesliga (Alemanha): 56min13seg
No sentido contrário, o tempo de bola parada registrou queda. A CBF detalhou como esta redução se deu por situação de jogo. Na Série A, a paralisação por faltas, por exemplo, caiu de 15min58seg por partida (média da 1ª à 22ª rodada) para 13min35seg (23ª a 28ª). Já a por laterais foi de 9min57seg para 8min59s; e a de tiro de meta, de 7min52seg para 6min07seg.
Vale lembrar que, entre as novas regras anti-cera, nenhuma diz respeito exatamente à cobrança de faltas. Mas a CBF avalia que se trata de um reflexo do impacto do conjunto de medidas.
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