Vida Esportiva
Massa, Badoer e Berger foram os únicos a visitar Schumacher após acidente; novos detalhes revelados
O piloto brasileiro já revelou que recebe informações sobre o heptacampeão da Fórmula 1 por meio de pessoas próximas
Quase 13 anos após o grave acidente de esqui sofrido por Michael Schumacher, detalhes dos primeiros cuidados hospitalares do ex-piloto seguem vindo à tona. Segundo reportagem do jornal francês L'Equipe, assim que Schumacher foi internado no Hospital Universitário de Grenoble, o acesso ao alemão foi extremamente restrito: apenas os ex-companheiros de categoria Felipe Massa, Gerhard Berger e Luca Badoer tiveram autorização para visitá-lo. Em contrapartida, outros nomes conhecidos, como o ex-piloto Olivier Panis, foram barrados pela família do heptacampeão.
Privacidade absoluta
Apesar do longo período desde o acidente, a família de Schumacher mantém absoluto sigilo sobre seu estado de saúde. Mesmo com a blindagem, Felipe Massa, que foi companheiro de equipe do alemão na Ferrari em 2006, afirma que continua recebendo informações sobre o amigo.
— Tenho uma noção de como ele está, tenho pessoas que são próximas e me passam informação, mas logicamente a gente tem que seguir e respeitar a decisão da família de proteger ele — declarou Massa em entrevista ao portal Betway, em 2022.
Amizade e respeito à privacidade
A amizade entre Massa e Schumacher, consolidada na escuderia italiana quando o brasileiro substituiu Rubens Barrichello, permanece baseada no respeito à privacidade imposta por Corinna Schumacher, esposa do ex-piloto. Apesar de terem sido companheiros de equipe por apenas um ano, o período foi marcante para Massa, que dava início à sua trajetória na Ferrari.
O acidente e a operação de resgate
O acidente que mudou a vida de Schumacher ocorreu em Méribel, na França, durante uma sessão de esqui. O resgate mobilizou uma operação delicada, incluindo transporte de helicóptero até o Hospital Universitário de Grenoble.
Schumacher teria dado entrada na unidade médica com quadro de hipertensão intracraniana, hematomas, contusões cerebrais e um edema cerebral difuso, sendo submetido a coma induzido e cirurgias de emergência para reduzir a pressão no crânio. Dada a notoriedade do paciente, o hospital adotou protocolos rigorosos de segurança, como o uso de pseudônimos, prontuários guardados em cofres e restrição de acesso à equipe médica, para evitar vazamentos de informações e tentativas de invasão da imprensa. Após meses de internação na França, o multicampeão foi transferido para a Suíça em 2014, onde segue em recuperação domiciliar, acompanhado apenas por um círculo muito restrito de pessoas.
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