Vida e Saúde

Da infância à maturidade: 13 cuidados com a saúde que você não deveria deixar para depois

Especialistas explicam quais sinais merecem atenção e como atitudes simples podem prevenir problemas de saúde em diferentes fases da vida

EdiCase 20/10/2026
Da infância à maturidade: 13 cuidados com a saúde que você não deveria deixar para depois
Cuidados essenciais com a saúde em diferentes fases da vida.

Cuidar da saúde vai além de procurar atendimento médico quando surgem sintomas. Da infância à maturidade, pequenas mudanças no organismo podem indicar problemas que precisam de acompanhamento. Para auxiliar na prevenção, médicos de diferentes especialidades apontam cuidados que não devem ser deixados para depois.

1. Cuide da saúde respiratória do recém-nascido

Nos primeiros meses de vida, os bebês são mais vulneráveis a infecções respiratórias. Evitar contato com pessoas doentes e manter a higiene das mãos são cuidados fundamentais. “Os pais precisam observar mudanças na respiração, na alimentação e no comportamento do bebê. Febre em menores de três meses, esforço para respirar ou dificuldade importante para mamar exigem avaliação médica imediata”, explica a pediatra Dra. Renata Castro.

2. Acompanhe o desenvolvimento infantil

Consultas de rotina permitem avaliar crescimento, vacinação, alimentação, sono e comportamento, mesmo quando a criança parece saudável. “A consulta pediátrica não deve acontecer apenas quando a criança adoece. O acompanhamento permite identificar alterações precocemente e orientar hábitos que favorecem o desenvolvimento físico e emocional”, afirma a pediatra Dra. Ana Carolina Viégas.

3. Pense na fertilidade antes de decidir engravidar

A fertilidade feminina diminui com a idade. Conhecer as possibilidades de preservação reprodutiva ajuda no planejamento da maternidade. “O congelamento de óvulos pode ampliar as possibilidades reprodutivas, mas não garante uma gravidez futura. A idade, o histórico clínico e as condições individuais influenciam os resultados”, explica a Dra. Larissa Abib Daun, ginecologista e obstetra com atuação em reprodução assistida.

4. Não atribua todas as mudanças à idade

Cansaço, alterações no sono e ganho de gordura abdominal após os 40 anos podem estar relacionados a fatores hormonais e metabólicos. “Durante a perimenopausa, a mulher pode perceber mudanças importantes no corpo, mas não precisa aceitar o desconforto como inevitável. Investigar os sintomas permite definir estratégias individualizadas”, explica o Dr. Marco Vilarinho, médico com atuação em saúde integrativa.

5. Preserve os músculos durante o emagrecimento

A perda de peso também pode provocar redução da massa muscular. Alimentação adequada e exercícios de resistência ajudam a preservar a força. “O sucesso do emagrecimento não deve ser medido apenas pela balança. Preservar a massa muscular é fundamental para a saúde metabólica e a capacidade funcional”, orienta a Dra. Bruna Manes, médica com atuação em Nutrologia e Endocrinologia.

6. Não ignore a gordura no fígado

A esteatose hepática pode evoluir sem sintomas. Obesidade, diabetes e alterações metabólicas estão entre os principais fatores de risco. “O fígado pode apresentar alterações importantes sem provocar sintomas. Identificar a gordura no órgão e avaliar o risco de inflamação e fibrose ajuda a prevenir complicações graves”, alerta a Dra. Flávia Feier, cirurgiã especialista em transplante hepático.

Pernas inchadas com frequência podem ser sinal de alterações na circulação, demandando avaliação médica (Imagem: Svitlana Hulko | Shutterstock)

7. Investigue o inchaço nas pernas

Pernas pesadas e inchadas, principalmente no calor, podem indicar problemas circulatórios quando os sintomas são frequentes. “O inchaço e a sensação de peso nas pernas não devem ser considerados normais quando se tornam persistentes. A avaliação permite identificar alterações venosas e indicar o tratamento adequado”, explica a Dra. Janduy Gil de Sousa, cirurgiã vascular e cirurgiã geral.

8. Descubra a causa da queda de cabelo

Alterações hormonais, deficiências nutricionais e doenças do couro cabeludo podem provocar queda capilar. O diagnóstico orienta o tratamento. “Nem toda queda de cabelo possui a mesma origem. Algumas situações são temporárias, enquanto outras exigem acompanhamento contínuo. Por isso, investigar a causa é essencial antes de iniciar qualquer tratamento”, afirma a Dra. Karla Fonseca, médica especialista em medicina capilar.

9. Evite excessos nos cuidados com a pele

O uso indiscriminado de ácidos, esfoliantes e outros ativos pode provocar irritação e comprometer a proteção natural da pele. “Mais importante do que seguir tendências é compreender as necessidades da pele. O excesso de produtos pode causar irritações e prejudicar a barreira cutânea”, explica a dermatologista Dra. Tatyana Braga, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

10. Faça pausas no uso do celular

Movimentos repetitivos com smartphones e computadores podem sobrecarregar tendões e articulações das mãos e dos punhos. “Formigamento frequente, dor persistente ou dificuldade para segurar objetos precisam ser investigados. Fazer pausas e evitar movimentos repetitivos ajuda na prevenção”, orienta o Dr. André Pires, ortopedista especialista em cirurgia da mão e do punho.

11. Não normalize dificuldades urinárias

Jato urinário fraco, dificuldade para esvaziar a bexiga e idas frequentes ao banheiro durante a madrugada merecem investigação. “Muitos homens acreditam que dificuldades urinárias fazem parte do envelhecimento, mas os sintomas podem ter diferentes causas. A avaliação é fundamental para definir o tratamento adequado”, explica o urologista Dr. Mark Neumaier.

12. Observe mudanças na saúde sexual

A disfunção erétil persistente pode estar relacionada a fatores emocionais, hormonais ou circulatórios e exige atenção médica. “A disfunção erétil pode estar associada a alterações vasculares e fatores de risco cardiovascular. O problema deve ser investigado de maneira integral, sem automedicação ou constrangimento”, explica o urologista Dr. Mauricio Zambaldi Tunes.

13. Verifique a segurança antes da anestesia

Procedimentos realizados fora do hospital também exigem avaliação prévia, monitoramento e estrutura preparada para emergências. “A sedação fora do hospital pode ser segura para pacientes selecionados, desde que exista avaliação clínica, monitoramento adequado e uma equipe preparada para possíveis intercorrências”, explica a anestesiologista Dra. Diana Carvalho De Paola.

Por Sarah Carvalho