Vida e Saúde

Anvisa aprova novo medicamento para lúpus eritematoso sistêmico

Doença provoca inflamações em múltiplos órgãos e sistemas

Agência O Globo - 14/10/2026
Anvisa aprova novo medicamento para lúpus eritematoso sistêmico
Anvisa - Foto: Rodrigo Maia/Câmara dos Deputados

O medicamento obinutuzumabe (nome comercial Gazya) foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o lúpus eritematoso sistêmico. De acordo com a autarquia, ele é indicado no tratamento de pacientes adultos em casos ativos moderados a graves, positivos para autoanticorpos e em uso de tratamento padrão.

O lúpus eritematoso sistêmico é uma condição autoimune, crônica e potencialmente grave, que se caracteriza pela produção desregulada de autoanticorpos que provocam inflamações em múltiplos órgãos e sistemas.

Entre as áreas mais afetadas estão a pele, as articulações, os rins, o sistema sanguíneo e o sistema nervoso central. A longo prazo, a doença pode causar danos orgânicos cumulativos, além de afetar severamente a qualidade de vida e elevar as taxas de morbidade e mortalidade dos pacientes.

O medicamento obinutuzumabe é um anticorpo monoclonal humanizado, ou seja, ele faz parte de uma classe de medicamentos feitos a partir de diferentes tecnologias que identificam a sequência genética e tratam doenças infecciosas e autoimunes. Esse tipo de fármaco é injetado diretamente na corrente sanguínea.

Dessa forma, ele realiza a eliminação massiva e prolongada dos linfócitos B, células importantes no desenvolvimento da doença. Ainda, segundo a Anvisa, dentre os benefícios demonstrados da nova indicação estão redução da atividade da doença, menor ocorrência de exacerbações e redução sustentada da exposição a corticosteroides.

"Apesar da disponibilidade de terapias convencionais e biológicas para o tratamento da doença, existe uma parcela significativa de pacientes que permanece em estágio ativo constante. Essas pessoas sofrem com surtos recorrentes ou se tornam dependentes do uso contínuo de corticosteroides — medicamentos que carregam efeitos colaterais importantes a longo prazo", afirma a Anvisa em comunicado.