Vida e Saúde
Defensoria Pública encontra acúmulo de mato e outras irregularidades em vistoria no Cemitério São Luís, em Maceió
Inspeção realizada nesta quarta-feira (6) identificou problemas que dificultam a circulação e afetam as condições de sepultamento no local
Áreas tomadas pelo mato, sepultamentos nos corredores e covas com presença de caramujos e outros animais foram encontradas pela Defensoria Pública de Alagoas (DPAL), nessa quarta-feira (6), durante vistoria no Cemitério Público São Luís, no bairro Santa Amélia, em Maceió. A inspeção ocorreu após denúncias sobre as condições do espaço.
A vistoria foi conduzida pelo coordenador do Núcleo de Proteção Coletiva, defensor público Othoniel Pinheiro. Durante a inspeção, a equipe encontrou trechos com vegetação cobrindo covas e corredores, além de áreas onde a circulação é dificultada pela realização de sepultamentos fora dos espaços adequados.
Diante das situações identificadas, a Defensoria Pública vai oficiar a Autarquia de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (ALURB) para solicitar informações sobre as condições do cemitério e cobrar a adoção das providências necessárias.
A Defensoria Pública acompanha, desde 2024, a situação dos cemitérios de Maceió. O trabalho busca verificar a disponibilidade de vagas para sepultamento e as condições das estruturas utilizadas pelas famílias.
No fim de 2025, Othoniel Pinheiro já havia vistoriado o Cemitério São Luís e acompanhado a obra de expansão do espaço. O projeto prevê a criação de aproximadamente 1.600 novos locais para sepultamento. Cerca de dez meses depois, porém, a ampliação ainda não foi concluída.
“Voltamos ao Cemitério São Luís e constatamos que problemas identificados anteriormente continuam sem solução. O mato cobre covas e corredores, enquanto os sepultamentos realizados nos corredores dificultam a circulação. É preciso que o poder público apresente esclarecimentos e adote as medidas necessárias para garantir condições adequadas de sepultamento e, principalmente, preservar a dignidade das famílias que precisam utilizar o espaço”, afirmou Othoniel Pinheiro.
A Defensoria Pública continuará acompanhando a situação do cemitério e a execução das obras de expansão, além de fiscalizar as medidas adotadas para garantir condições adequadas de sepultamento.
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