Vida e Saúde

Anvisa proíbe lotes irregulares de medicamento para esclerose múltipla

Segundo a agência, a empresa não está autorizada a atuar no mercado farmacêutico desde outubro do ano passado

Agência O Globo - 25/09/2026
Anvisa proíbe lotes irregulares de medicamento para esclerose múltipla
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apreendeu dois lotes do medicamento Ocrevus (ocrelizumabe) 300 mg/10 ml, utilizado no tratamento de esclerose múltipla. Os produtos foram distribuídos, em julho deste ano, pela empresa Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda.

Conforme a agência, a referida empresa não possui autorização para atuar no mercado farmacêutico desde outubro do ano passado, quando sua autorização de funcionamento tornou-se inativa. Por isso, a Anvisa não pode garantir que as condições sanitárias necessárias à conservação e à integridade do medicamento foram mantidas ao longo de toda a cadeia de distribuição.

Os lotes apreendidos são: H7953B14 e H7953B06. Além disso, os medicamentos tinham como destino outros países, mas foram distribuídos no Brasil.

Além da apreensão, a medida proíbe também o armazenamento, a venda, a distribuição, a exportação, a importação, a propaganda e o transporte do produto. Somente os dois lotes mencionados estão proibidos por serem de origem irregular.

A empresa Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda. já havia sido autuada por conta da distribuição de medicamentos falsificados. Na ocasião, o caso foi encaminhado às autoridades policiais.

O Ocrevus teve seu registro aprovado pela Anvisa em 2022 e é indicado para o tratamento de pacientes com as formas recorrentes de esclerose múltipla (EMR) e esclerose múltipla progressiva primária (EMPP).

A Anvisa também determinou o recolhimento de todos os medicamentos manipulados estéreis produzidos pela empresa ICT Farmacêutica Ltda. A medida suspende a venda, a distribuição, a manipulação e a divulgação dos produtos.

A agência afirmou que foram constatadas deficiências críticas nas instalações, utilidades, qualificação de sistemas, monitoramento ambiental, processos assépticos, validação de esterilização, filtração esterilizante, integridade de recipientes e sistema de garantia da qualidade, comprometendo a esterilidade, qualidade, segurança e eficácia das preparações manipuladas.