Vida e Saúde
SP confirma mais um caso de sarampo e total vai a 37
Maioria dos registros são de moradores da capital, mas São Bernardo do Campo, Guarulhos e Santo André também têm casos
A Secretaria de Saúde do governo de São Paulo identificou mais um caso de sarampo no estado. O total de registros da doença chegou a 37. A mais recente identificação, realizada ontem, é de um homem de 42 anos sem registro de vacinação.
Do total de registros em SP, 33 casos são de moradores da capital e o restante da Grande SP, sendo dois de São Bernardo do Campo, um de Guarulhos e um de Santo André.
A disseminação da doença tem ocorrido fortemente em pessoas sem registro de vacinação. Dos 37 casos conhecidos, 27 não têm registro da aplicação ou estão com esquema de doses incompletos.
O governo ainda informou que, do total de casos, dois são importados e ocorreram entre março e abril, e não há mais cadeia de transmissão ativa relacionada a essas infecções.
Os demais registros, informa o governo de SP, estão relacionados a cadeias de transmissão acompanhadas pelo Centro de Vigilância Epidemiológica e autoridades municipais. Contactantes de casos de sarampo têm sido identificados e, diante de casos suspeitos, são tomadas medidas para interrupção de transmissão do vírus, como a vacinação de bloqueio.
A vacina contra o sarampo é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. O estado de SP afirma que o antígeno está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde dos 645 municípios do estado.
Quem deve se vacinar:
Crianças
Aos 12 meses: primeira dose da vacina contra o sarampo.
Aos 15 meses: segunda dose da vacina contra o sarampo.
Pessoas de 15 meses a 29 anos
Devem ter duas doses registradas da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
Pessoas de 30 a 59 anos
Devem ter pelo menos uma dose registrada na caderneta.
Trabalhadores da saúde
Devem ter duas doses da vacina, independentemente da idade.
Dose zero para bebês
O governo de SP informou ainda que a chamada dose zero da vacina tríplice viral segue em aplicação em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias que residem nos municípios de São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André.
Crianças com essa idade que tiveram contato com pessoas suspeitas e confirmadas para sarampo podem também ser indicadas a receber a aplicação, mas é preciso avaliação da equipe de vigilância.
Essa aplicação não substitui as doses previstas no calendário vacinal, afirma o governo de SP. "Mesmo que seja vacinada antes de completar 1 ano, a criança deverá receber normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses", conclui a nota.
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