Vida e Saúde

Dia da Síndrome das Pernas Inquietas: entenda o que é a condição e como tratar

Síndrome causa um incômodo “indefinível” nas pernas que só passa com movimentação

Agência O Globo - 23/09/2026
Dia da Síndrome das Pernas Inquietas: entenda o que é a condição e como tratar
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Hoje, dia 23 de setembro, é considerado internacionalmente o Dia da Síndrome das Pernas Inquietas. Você pode até não conhecer a condição, mas já pode ter sido “vítima” dela. Ela também é conhecida como síndrome de Ekbom, em homenagem ao médico Karl-Axel Ekbom, que a definiu pela primeira vez.

Segundo o médico Drauzio Varella, trata-se de um distúrbio caracterizado por alterações da sensibilidade e agitação motora involuntária dos membros inferiores. Ou seja: quando você não consegue manter as pernas paradas, principalmente durante a noite.

Atinge entre 5% a 10% da população geral, sendo considerada uma condição neurológica comum. Muitas vezes, o alívio só vem, de forma temporária, quando você mexe as pernas, sendo mais comum antes de dormir e em momentos de repouso, o que piora a qualidade de vida e atrapalha o sono.

Sintomas da Síndrome das Pernas Inquietas

Os principais sintomas são:

  • Sensação de desconforto e necessidade premente de mover as pernas;
  • Dor;
  • Formigamento;
  • Arrepios;
  • Pontadas.

Em casos mais graves, essa sensação pode se estender até os braços, mas isso é mais raro.

Causas desconhecidas

Ainda não se sabe exatamente o que causa a Síndrome de Ekbom. A principal teoria é que ela seja provocada por um desbalanceamento no funcionamento dos neurônios que dependem da dopamina como neurotransmissor.

Uma segunda teoria sugere que baixos níveis de ferro no sangue podem ser a origem da condição.

Acredita-se, também, que hábitos como o tabagismo e a ingestão de bebidas alcoólicas podem agravar os quadros da síndrome.

Existe tratamento?

Como não existe uma causa clara que leve uma pessoa a desenvolver essa condição, o tratamento é frequentemente feito com benzodiazepínicos, que são depressores do sistema nervoso central e normalmente indicados para casos de ansiedade e insônia.

Pode-se utilizar outros medicamentos, como pramipexol e ropinirole, que estimulam os receptores de dopamina no cérebro.

Em casos em que a causa suspeita é a falta de ferro, suplementos podem ser recomendados.