Vida e Saúde
EUA aprova primeiro robô autônomo para coleta de sangue
Tecnologia foi desenvolvida pela Vitestro, empresa de robótica médica da Holanda
A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) autorizou o primeiro robô autônomo para coleta de sangue no país. Segundo comunicado, o dispositivo, chamado Aletta, deve ser utilizado apenas em ambientes ambulatoriais e sob a supervisão de um profissional.
Um ensaio clínico com o Aletta demonstrou que na primeira punção do sangue houve sucesso em 94,5% das tentativas. No mesmo estudo, 90% dos participantes relataram que a dor da coleta realizada pelo robô era menor ou semelhante à da coleta manual. O estudo também mostrou que não ocorreram eventos adversos moderados ou graves ao utilizar o sistema Aletta.
“A coleta de sangue é um dos procedimentos médicos mais comuns nos Estados Unidos, mas os pacientes podem enfrentar atrasos devido à crescente escassez de flebotomistas treinados”, afirma Michelle Tarver, diretora do Centro de Dispositivos e Saúde Radiológica da FDA.
Flebotomistas são profissionais de saúde especializados na coleta de amostras de sangue e outros materiais biológicos para exames laboratoriais. Com o Aletta, a coleta é realizada de forma autônoma em todas as etapas. Assim, basta que o flebotomista inicie cada sessão no sistema e esteja disponível no local. A tecnologia foi desenvolvida pela Vitestro, empresa de robótica médica da Holanda.
O dispositivo orienta o paciente sobre como posicionar o braço. Em seguida, o paciente ou o supervisor pressiona um botão para dar início à coleta de sangue. O Aletta utiliza luz infravermelha próxima e ultrassom Doppler para localizar uma veia adequada, diferenciando-a das artérias. Uma vez identificada a veia, o robô realiza automaticamente os passos restantes: aplicação do torniquete, preparação da pele, inserção e descarte da agulha, troca dos tubos de coleta e colocação de um curativo.
O flebotomista responsável confirma se os tubos de coleta foram preenchidos na ordem correta e verifica se todos estão adequadamente cheios após o procedimento.
Se nenhuma veia apropriada for encontrada, o dispositivo não tentará realizar o procedimento. Além disso, se o paciente se movimentar muito durante a coleta, a agulha se solta e o processo é interrompido.
O dispositivo aplica desinfetante na pele continuamente durante o exame de ultrassom. Ademais, é higienizado por um profissional treinado entre os atendimentos.
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