Vida e Saúde
Bebês siameses de Goiás morrem após infecção intestinal grave provocar parada cardíaca em um dos irmãos; entenda
Bernardo e Eduardo, que nasceram unidos pelo abdômen e compartilhavam o fígado, morreram durante uma cirurgia de emergência realizada após o agravamento do quadro clínico de um deles
Os bebês siameses Bernardo e Eduardo, que nasceram unidos pelo abdômen em Goiânia, morreram após complicações provocadas por uma infecção intestinal grave em um dos irmãos. A informação foi divulgada neste domingo (7) pelo cirurgião pediátrico Zacharias Calil, responsável pelo acompanhamento do caso, por meio de uma publicação nas redes sociais.
Criança maça
Funcionário do McDonald's
Segundo o médico, Bernardo apresentou no sábado um quadro severo de enterocolite necrotizante intestinal, doença que afeta o intestino e pode evoluir rapidamente. Em seguida, ele sofreu uma parada cardíaca irreversível. Diante da situação, uma equipe médica decidiu realizar uma cirurgia de emergência para tentar salvar Eduardo.
— O Eduardo continuou com sinais importantes preservados. Não tivemos outra opção de não ser ir para uma cirurgia de emergência, no Hecad. Conseguimos fazer a separação, mas o Eduardo não resistiu — afirmou Calil nas redes sociais.
A cirurgia estava prevista para esta semana
De acordo com o médico, os profissionais buscaram reanimar os bebês por cerca de 50 minutos durante o procedimento, sem sucesso.
— Quase 50 minutos na sala de cirurgia. Peço a todas as orações, que Deus conforte a família. E nós estamos certos de que fizemos tudo o que podemos, tudo na medida como profissionais — disse.
A cirurgia de separação dos irmãos foi programada para a próxima quarta-feira, mas precisou ser antecipada devido à emergência. Calil lamentou o desfecho e destacou que a evolução clínica inesperada inviabilizou o planejamento da equipe.
Filhos de Aline Silva Santos Gomes e Gleibson Gomes, moradores de Palmas (TO), Bernardo e Eduardo nasceram em maio no Hospital Estadual da Mulher (Hemu), em Goiânia. O caso foi considerado complexo porque os irmãos compartilhavam o fígado, um órgão vital. Na ocasião do nascimento, Calil explicou que a condição é rara, com incidência estimada de um caso a cada 150 mil nascimentos, e que a divisão do órgão aumentava significativamente os riscos e a complexidade da futura cirurgia.
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