Vida e Saúde

Paciente em SP testa positivo para meningite; exame para Ebola segue em análise

Homem de 37 anos permanece internado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas

Agência O Globo - 30/05/2026
Paciente em SP testa positivo para meningite; exame para Ebola segue em análise
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo confirmou que o paciente internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas testou positivo para meningite meningocócica. O exame para Ebola, realizado pelo Instituto Adolfo Lutz, ainda está em andamento e não há resultado conclusivo até o momento.

Histórico do paciente e contexto:

O homem, de 37 anos, está sob cuidados médicos após o regresso da República Democrática do Congo (RDC), país que enfrenta atualmente um surto de Ébola em algumas regiões. Ele apresentou quadro de fevereiro, o que motivou a adoção de protocolos de isolamento e investigação para doenças infecciosas graves.

Na semana passada, a Secretaria de Saúde de SP atualizou orientações sobre o surto de Ebola na RDC, estabelecendo medidas de vigilância, definição de caso suspeito, notificação imediata, isolamento, manejo inicial, fluxos assistenciais e investigação laboratorial no estado.

Em nota, a pasta informou que “a investigação foi iniciada de forma preventiva após a identificação de exames clínicos e epidemiológicos compatíveis com caso suspeito, conforme protocolos nacionais e estaduais”. O comunicado acrescenta que “as equipes mantêm a condução clínica e epidemiológica do caso até a conclusão das análises para Ebola e outros diferenciais virais”.

Monitoramento e histórico:

O Instituto Emílio Ribas já recebeu três casos suspeitos de Ebola em 2014, todos descartados posteriormente. O Instituto Adolfo Lutz é responsável pelos exames laboratoriais, que incluem sequenciamento genético para diagnóstico preciso.

A Secretaria de Saúde reforçou ainda que o risco de introdução do Ebola no Brasil e na América do Sul é considerado muito baixo, devido à dificuldade de transmissão do vírus e à inexistência de voos diretos entre as áreas afetadas e a América do Sul.