Vida e Saúde
Medicamento usado por entusiastas da longevidade pode ter efeito contrário do esperado, diz estudo
Vendido sob o nome Rapamune no Brasil, rapamicina vem sendo utilizada ‘off-label’ na tentativa de prolongar a vida
A rapamicina , comercializada no Brasil como Rapamune, é indicada oficialmente para prevenir a infecção após transplantes de órgãos. Nos Estados Unidos, o medicamento vem sendo utilizado de forma ‘off-label’ por pessoas interessadas em prolongar a longevidade.
No entanto, um novo estudo — publicado no Journal of Cachexia, Sarcopenia and Muscle — indica que, ao buscar aumentar a expectativa de vida, esses entusiastas podem, na verdade, estar retidos sua longevidade.
Os pesquisadores da Nova Zelândia iniciaram o estudo acreditando que a rapamicina poderia trazer benefícios aos humanos, já que, em testes com ratos e moscas, pequenas doses da droga aumentaram a expectativa de vida desses animais.
Porém, os resultados mostraram que idosos que tomaram pequenas doses semanais do medicamento tiveram menor ganho de força e função física em comparação aos que receberam placebo.
Além disso, os participantes que usaram rapamicina relataram mais cansaço e dores durante o período do estudo.
Em entrevista ao Washington Post, Brad Stanfield, responsável pela pesquisa, destacou a importância dos resultados: “É importante entender como medicamentos que podem prolongar a vida saudável, como a rapamicina, interagem com outros tratamentos que também visam prolongar a vida saudável, como o exercício físico”.
Como foi feito o estudo
O estudo envolveu 40 idosos inativos, homens e mulheres, que realizaram exercícios leves três vezes por semana: de 10 a 25 minutos de bicicleta e 30 segundos levantando e sentando de uma cadeira, para estimular a força funcional.
Uma vez por semana, os voluntários tomaram uma medicação — ou placebo — durante 13 semanas.
Os pesquisadores observaram que, em média, quem tomou rapamicina fez 3,4 repetições a menos no teste de levantar e sentar, além de apresentar mais efeitos adversos (99 casos registrados contra 63 no grupo placebo).
“Não acho que as pessoas devam usar rapamicina fora das restrições aprovadas”, afirmou Stanfield. “Simplesmente não acho que saibamos o suficiente sobre a relação custo-benefício”.
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