Vida e Saúde
Complicações do diabetes: entenda a condição que levou à morte de Marcelo Pretto
Quando não controlado, o excesso de açúcar no sangue pode causar problemas cardiovasculares, infecções e até amputações.
O cantor Marcelo Pretto, integrante do Barbatuques — grupo de percussão corporal fundado em 1997, em São Paulo (SP) —, morreu neste domingo em decorrência de complicações graves do diabetes. Pretto tinha 58 anos e estava internado desde 18 de fevereiro no Hospital Alvorada, em São Paulo, após sofrer convulsões, parada cardíaca e apresentar um quadro infeccioso, conforme divulgado pelas redes sociais do Barbatuques.
O que é diabetes?
Existem dois tipos principais de diabetes mellitus. O tipo 1 ocorre quando o sistema imunológico ataca as células produtoras de insulina do pâncreas, destruindo mais de 90% delas de forma permanente. Já o tipo 2, mais comum, é caracterizado pela resistência do corpo aos efeitos da insulina.
Em ambos os casos, há aumento da quantidade de açúcar (glicose) no sangue. Isso eleva a probabilidade de complicações para pessoas com diabetes, independentemente do tipo. No diabetes tipo 2, como pode permanecer sem diagnóstico por algum tempo, as complicações tendem a ser mais graves ou avançadas quando finalmente identificadas, segundo o Manual MSD.
Fatores de risco do diabetes tipo 2
Entre os principais fatores de risco estão excesso de peso, sedentarismo, histórico familiar, idade acima de 40 anos, má alimentação, estresse, hipertensão, níveis elevados de colesterol e triglicérides, uso de medicamentos à base de cortisona e estresse emocional. A doença pode afetar órgãos vitais como coração, vasos sanguíneos, nervos, olhos e rins, de acordo com a Mayo Clinic.
Principais complicações do diabetes
O controle adequado da doença e dos níveis de açúcar no sangue reduz o risco de complicações, como:
Doenças cardíacas e vasculares: O diabetes aumenta o risco de doenças cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC), hipertensão e aterosclerose (estreitamento dos vasos sanguíneos).
Danos nos nervos (neuropatia): O excesso de glicose pode danificar ou destruir nervos, causando formigamento, dormência, dor, perda de sensibilidade e, em casos mais graves, disfunção erétil e problemas digestivos.
Doenças renais: Pode levar a doença renal crônica ou terminal, exigindo diálise ou transplante renal.
Danos oculares: O risco de catarata, glaucoma e retinopatia diabética aumenta, podendo levar à cegueira.
Problemas de pele: Pessoas com diabetes estão mais propensas a infecções bacterianas e fúngicas.
Cicatrização lenta: Cortes e bolhas podem evoluir para infecções graves e, em casos extremos, exigir amputações de dedos, pés ou pernas.
Deficiência auditiva: Problemas de audição são mais comuns em pessoas com diabetes.
Apneia do sono: A apneia obstrutiva do sono é frequente em diabéticos tipo 2, principalmente devido à obesidade.
Demência: O diabetes tipo 2 está associado a maior risco de Alzheimer e outras formas de demência. O controle inadequado da glicemia acelera a perda de memória e de habilidades cognitivas.
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