Vida e Saúde

'Gripe Vampirinha': sinais de alerta com aumento de infecções duas semanas após o Carnaval

Uma das principais maneiras de prevenção é manter a higienização das mãos

Agência O Globo - 02/03/2026
'Gripe Vampirinha': sinais de alerta com aumento de infecções duas semanas após o Carnaval
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Pulou o Carnaval e está sentindo dor de garganta, gripe ou até infecção estomacal? Saiba que você não está sozinho. Os relatos de pessoas doentes após o feriadão cresceram nas redes sociais, acompanhados de memes que batizaram o quadro de "gripe Vampirinha", referência à cantora Ivete Sangalo. Paralelamente, os números de infecções respiratórias também aumentaram.

De acordo com o novo Boletim InfoGripe, projeto desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que monitora casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) — aqueles que evoluem para hospitalização —, há crescimento nacional puxado pelo aumento das internações por rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR) em três estados.

Goiás, Sergipe e Rondônia estão em nível de alerta, com tendência de alta no longo prazo. A análise compreende o período de 15 a 21 de fevereiro. O vírus influenza A também apresenta elevação em algumas regiões.

Por que isso acontece?

Especialistas apontam que uma combinação de fatores contribui para a queda da imunidade nesta época: pouca hidratação, sono insuficiente, excesso de folia, consumo de álcool, aglomerações e contato físico ou sexual com várias pessoas diferentes.

É comum que, após quatro ou cinco dias desse ritmo, o organismo manifeste sinais de cansaço. Surgem então gripes, herpes, crises de sinusite, viroses e outras infecções. As infecções estomacais também são frequentes nesse período, podendo causar diarreia intensa, vômito e, em alguns casos, febre alta.

A transmissão dessas infecções ocorre principalmente pela via fecal-oral, por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados, como frutos do mar mal preparados ou lavados com água imprópria, situação comum em surtos relacionados ao esgoto. O contato com água contaminada no mar, rios ou piscinas, assim como o contato direto com pessoas infectadas ou superfícies contaminadas, também representa risco significativo.

A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, orienta que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam, preferencialmente, em casa e em repouso. Caso precisem sair, recomenda-se o uso de máscara de boa qualidade e a permanência em ambientes bem ventilados, para reduzir as chances de transmissão do vírus.

Como se prevenir?

Algumas medidas simples podem ajudar a reduzir a disseminação do vírus Influenza e diminuir o risco de contaminação:

- Praticar higiene respiratória, incluindo o uso de máscaras por pessoas com sintomas;

- Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou utilizar álcool gel.

Além disso, manter a vacinação em dia é fundamental. Os vírus Influenza sofrem mutações frequentes, por isso, novos imunizantes são produzidos a cada ano para combater as variantes mais circulantes no período.