Vida e Saúde

Mpox: dois novos estados registram casos da doença

Brasil soma 81 casos confirmados em 2026, segundo o Ministério da Saúde

Agência O Globo - 24/02/2026
Mpox: dois novos estados registram casos da doença
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Brasil já contabiliza 81 casos confirmados de mpox em 2026, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A maior parte dos registros permanece concentrada em São Paulo, que soma 57 casos.

Em relação ao informe anterior, dois novos estados confirmaram a presença da doença: Minas Gerais, com três casos, e Paraná, com um caso. Também há registros no Rio de Janeiro (13 casos), Rondônia (4), Rio Grande do Sul (2) e Distrito Federal (1).

Anteriormente, o Ministério da Saúde havia informado um caso em Santa Catarina, mas, em novo comunicado, esclareceu que o caso ainda está sob investigação.

Até o momento, não há registro de óbitos em 2026. Segundo a pasta, a maioria dos quadros é leve ou moderada. Para efeito de comparação, 2025 terminou com 1.079 casos e dois óbitos.

O Ministério da Saúde reforça que o país mantém vigilância ativa e resposta estruturada para a mpox, e que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para identificação precoce, manejo clínico adequado e acompanhamento dos pacientes.

“As equipes de vigilância seguem monitorando e investigando os casos, com rastreamento de contatos por 14 dias, medida essencial para interromper possíveis cadeias de transmissão”, informou a pasta.

O órgão orienta que pessoas com sintomas compatíveis com mpox — como erupções cutâneas, febre e linfonodos inchados — procurem uma unidade de saúde para avaliação clínica e informem histórico de contato próximo com casos suspeitos ou confirmados.

“Recomenda-se, sempre que possível, o isolamento até avaliação médica, além da adoção de medidas de higiene, como a lavagem frequente das mãos, para reduzir o risco de transmissão”, destaca a nota do ministério.

Como a mpox é transmitida?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a mpox pode ser transmitida por contato físico com pessoas infectadas, materiais contaminados ou animais portadores do vírus. Desde 2022, a disseminação via relações sexuais também tem sido observada globalmente.

Evidências recentes indicam que o Clado 1 do vírus também se propaga pelo sexo. Em entrevista ao GLOBO, Richard Hatchett, diretor executivo da Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI), alertou para o risco de novas ondas de transmissão por essa via.

Quais são os sintomas da mpox?

Os sintomas iniciais mais comuns incluem febre, dores musculares, cansaço e linfonodos inchados. Uma característica marcante da doença é o surgimento de erupções na pele, como bolhas, que geralmente começam no rosto e se espalham pelo corpo, especialmente mãos e pés. Nos casos de transmissão sexual, as lesões podem aparecer nas genitálias.

Os sintomas surgem entre 6 e 13 dias após a infecção, podendo levar até três semanas para se manifestarem. Em geral, os quadros leves se resolvem espontaneamente em duas a três semanas.

Como se prevenir da mpox?

A prevenção inclui higienização frequente das mãos e evitar contato com pessoas infectadas. O Brasil oferece vacinação para maiores de 18 anos vivendo com HIV e contagem de células T CD4 inferior a 200 nos últimos seis meses.

Profissionais de 18 a 49 anos que trabalham diretamente com Orthopoxvírus em laboratórios de biossegurança nível 2 (NB-2) também podem se vacinar. Há ainda estratégia de imunização pós-exposição para pessoas de 18 a 49 anos que tiveram contato com fluidos ou secreções de casos suspeitos ou confirmados de mpox.