Vida e Saúde
Fibras e micronutrientes favorecem envelhecimento saudável do cérebro, aponta estudo
Pesquisa analisou ingestão alimentar, padrões de dieta e função cognitiva de 72 idosos nos EUA
Um estudo realizado pela Escola de Saúde e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Dakota do Sul revelou que a ingestão adequada de fibras e determinados micronutrientes pode contribuir significativamente para a saúde cerebral de adultos mais velhos.
Liderada pelo professor assistente Samitinjaya Dhakal, a pesquisa avaliou os hábitos alimentares, padrões de dieta e desempenho cognitivo de 72 pessoas com 65 anos ou mais, residentes na região de Brookings, Dakota do Sul.
Publicado na revista Nutrients, o estudo apontou que dietas ricas em fibras, gorduras insaturadas saudáveis e micronutrientes como vitaminas A e E, magnésio e potássio estão relacionadas à melhora da saúde cerebral e da memória. Os carotenoides — substâncias responsáveis pelas cores vivas de frutas, verduras e flores — também se mostraram associados a uma melhor função cognitiva.
Pessoas com mais de 65 anos estão entre os principais grupos de risco para o declínio cognitivo e o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.
“O crescente fardo das doenças cognitivas representa um grande desafio para a saúde pública, impulsionado principalmente pelo envelhecimento da população e pelas opções limitadas de prevenção. As evidências existentes sugerem que fatores de estilo de vida modificáveis, incluindo a dieta, podem oferecer uma oportunidade significativa para prevenir ou retardar o declínio cognitivo”, afirmou Dhakal.
A pesquisa também trouxe dados preocupantes sobre a ingestão de nutrientes: quase todos os participantes relataram dietas com níveis inadequados de vitaminas, cálcio, potássio e fibras alimentares para a faixa etária.
Outro achado relevante foi que o consumo de grãos refinados — presentes em pão branco, alguns cereais, massas e biscoitos — apresentou associação negativa com a função cognitiva e a memória.
“Nossos resultados sugerem que fibras, gorduras insaturadas, carotenoides e micronutrientes essenciais desempenham um papel significativo no apoio ao envelhecimento cerebral saudável, enquanto a dependência excessiva de grãos refinados pode ser prejudicial à saúde cognitiva”, ressaltou Dhakal.
O pesquisador destacou ainda a necessidade urgente de intervenções dietéticas específicas para suprir as carências nutricionais em populações idosas.
Limitações do estudo
Dhakal reconhece que o estudo apresenta limitações, principalmente por seu caráter exploratório, o tamanho reduzido da amostra e o uso de dados alimentares autorrelatados.
Apesar disso, os resultados estão em consonância com pesquisas anteriores, já que nutrientes como fibras, carotenoides e gorduras insaturadas são reconhecidos por influenciar positivamente a saúde cerebral por meio de mecanismos bioquímicos bem estabelecidos.
“Nossa pesquisa evidencia que, mesmo em uma comunidade relativamente saudável, existe uma lacuna nutricional significativa que pode impactar a longevidade cognitiva. Identificar esses fatores dietéticos modificáveis é apenas o primeiro passo; o verdadeiro desafio agora é desenvolver orientações e intervenções que auxiliem os idosos a incorporar essas recomendações em sua rotina”, concluiu Dhakal.
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