Vida e Saúde

Dengue: Ministério da Saúde vai ampliar vacinação de adolescentes com QDenga ainda este mês

Imunizante da Takeda será ofertado a todos os municípios; vacina do Butantan começa aplicação em três cidades como parte de estudo

Agência O Globo - 13/01/2026
Dengue: Ministério da Saúde vai ampliar vacinação de adolescentes com QDenga ainda este mês
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Ministério da Saúde anunciou que pretende ampliar, ainda em janeiro, a vacinação contra a dengue para adolescentes de 10 a 14 anos com a vacina QDenga. A medida, segundo Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), prevê a distribuição de doses a todos os municípios do país.

“Não vamos mais apenas recomendar (a imunização) para 2,7 mil municípios, vamos ampliar para todos os 5.570”, afirmou Gatti.

De acordo com informações do Ministério, a farmacêutica Takeda deve fornecer 9 milhões de doses do imunizante em 2024 e mais 9 milhões em 2027. A QDenga, primeira vacina aprovada contra a dengue no Brasil, é aplicada em duas doses. Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também aprovou a vacina do Butantan, em dose única, para prevenção da doença.

A oferta parcial da vacina até então se devia à limitação na produção global do imunizante nos primeiros anos de operação da fabricante.

Vacina do Butantan inicia aplicação em três cidades

Enquanto isso, moradores de Botucatu (SP), Nova Lima (MG) e Maranguape (CE) serão os primeiros a receber a dose única da Butantan-DV, vacina inovadora contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. Nos dias 17 e 18 de janeiro, todos os residentes dessas cidades, com idades entre 15 e 59 anos, poderão ser imunizados. A ação faz parte de um grande estudo populacional para analisar o desempenho da vacina em condições reais.

“Sabemos que a vacina é bem segura e eficaz para o indivíduo. Porém, também sabemos que essa vacina terá um bom efeito urbano, com a pessoa imunizada deixando de participar do processo de transmissão da doença. Isso porque a dengue é uma doença que conta com o ser humano para se manter viável no ambiente”, explica Eder Gatti, do PNI. “Queremos saber qual percentual da população teremos que vacinar para a doença parar de circular no território.”