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Pernambuco oferece curso gratuito em escrita de projetos, divulgação e captação de recursos para comunidades de terreiro

Inscrições para o projeto Economia Ancestral – Gestão Cultural Criativa para Territórios de Terreiro acontecem de 15 a 30 de outubro pelo Instagram

Salatiel Cícero Assessor de Imprensa 06/10/2026
Pernambuco oferece curso gratuito em escrita de projetos, divulgação e captação de recursos para comunidades de terreiro
Pernambuco oferece curso gratuito em escrita de projetos, divulgação e captação de recursos para comunidades de terreiro

Mestres, mestras, griôs, músicos, artesãos e integrantes de afoxés, maracatus de baque virado, grupos de coco, capoeira, samba de roda, percussão, dança afro, canto, culinária tradicional e outras expressões afro-brasileiras podem se inscrever no projeto Economia Ancestral – Gestão Cultural Criativa para Territórios de Terreiro. A iniciativa pioneira e gratuita também é voltada a integrantes de comunidades de Candomblé, Umbanda, Jurema Sagrada e outras tradições de terreiro, além de representantes de Pontos e Pontões de Cultura e Patrimônios Vivos com atuação ligada às culturas de matriz africana. O período de inscrições começa na próxima quinta-feira, 15 de outubro, pela internet, por meio do formulário disponível em bit.ly/4i5GaSb.

O curso vai ensinar os participantes a organizar e escrever projetos, divulgar suas ações e conhecer caminhos para buscar recursos por meio de editais culturais. As atividades serão realizadas em novembro, durante o Mês da Consciência Negra, período marcado pela valorização da cultura afro-brasileira, da ancestralidade e da memória da população negra. A proposta é atender principalmente quem já faz cultura em sua comunidade e deseja transformar uma ideia em projeto, ampliar sua divulgação e buscar oportunidades de financiamento.

As aulas acontecerão nos dias 31 de outubro e 1, 7 e 8 de novembro, em dois fins de semana, aos sábados e domingos, das 9h às 16h, em dois terreiros de Paudalho. Serão 30 horas de encontros presenciais, com atividades práticas, rodas de conversa e troca de experiências. A alimentação será oferecida nos locais, e o projeto prevê apoio para o deslocamento de até dez participantes de outros municípios da Mata Norte.

A metodologia parte do que cada pessoa já realiza em seu território. Uma roda de coco, um grupo de percussão, uma atividade de capoeira, uma celebração, uma produção artesanal, um trabalho de memória ou outro saber da comunidade poderá servir de ponto de partida. Ao longo dos encontros, essas experiências serão trabalhadas para ganhar forma de projeto, planejamento e estratégia de comunicação. O aprendizado também poderá ser aplicado por quem pretende disputar oportunidades ligadas à Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), ao Funcultura Pernambuco e à Política Nacional Cultura Viva, além de outros editais municipais, estaduais e nacionais.

A programação será organizada em quatro módulos. Tagore Simões conduzirá Abrir Caminhos, sobre políticas culturais, direitos e oportunidades. Belisa Alves ficará à frente de Dar Forma à Potência, dedicado ao planejamento e à estruturação de iniciativas. Pedro Akanni apresentará Fazer a Potência Circular, sobre economia, renda e sustentabilidade. Salatiel Cícero, da Hub Baobá – Comunicação, Cultura e Inovação, conduzirá Contar para Fazer Chegar Mais Longe, sobre narrativa, comunicação e circulação cultural.

Haverá ainda um laboratório para que cada participante desenvolva sua própria proposta. A expectativa é estruturar entre dez e quinze iniciativas culturais durante o percurso. No encerramento, os trabalhos serão apresentados em formato de pitch, como exercício para apresentar as ideias com clareza e ampliar suas possibilidades de circulação em diferentes espaços e oportunidades.

Os terreiros ocupam lugar central na proposta. Além da dimensão religiosa e espiritual, esses espaços preservam, produzem e transmitem diferentes expressões da cultura afro-brasileira. Música, dança, canto, oralidade, culinária, vestimentas, celebrações e outros conhecimentos compartilhados entre gerações fazem parte desse universo. Essas práticas preservam memórias, fortalecem vínculos comunitários e movimentam atividades culturais e econômicas. O Economia Ancestral reconhece os terreiros como territórios vivos de cultura, espiritualidade, organização comunitária e economia da cultura.

A equipe reúne profissionais de diferentes áreas. Belisa Alves, produtora e gestora cultural, desenvolveu trabalhos como o Mapeamento Cultural dos Terreiros de Paudalho e o dossiê Território Ancestral. Salron Veraldo Valdeci, Jaifalerì, Babalossayn do Ilê Axé Xangô Ayra, participou da articulação do processo que mapeou 19 casas de matriz africana em Paudalho. Tagore Simões atua com produção cultural, audiovisual e musical. Salatiel Cícero é jornalista e trabalha com comunicação cultural por meio da Hub Baobá – Comunicação, Cultura e Inovação.

O projeto conta com o incentivo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio da Secretaria de Cultura de Pernambuco e do Governo de Pernambuco, em parceria com o Ministério da Cultura e o Governo do Brasil, no âmbito do Sistema Nacional de Cultura.

Serviço

O quê: Economia Ancestral – Gestão Cultural Criativa para Territórios de Terreiro
Quando: As aulas acontecerão nos dias 7, 8, 14 e 15 de novembro, em dois fins de semana, aos sábados e domingos, das 9h às 16h, em dois terreiros de Paudalho
Onde: Dois terreiros de Paudalho, na Mata Norte de Pernambuco
Inscrições: De 15 a 30 de outubro, pelo Instagram @baobacultural
Vagas: 25
Quanto: Gratuito
Carga horária: 30 horas presenciais
Link para inscrição: bit.ly/4i5GaSb