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'Não tenho pendor à imortalidade', afirma Milton Hatoum ao tomar posse na ABL

Escritor amazonense, autor de nove livros e vencedor de três prêmios Jabuti, assume cadeira de número seis na Academia Brasileira de Letras.

26/04/2026
'Não tenho pendor à imortalidade', afirma Milton Hatoum ao tomar posse na ABL
Milton Hatoum - Foto: Reprodução / Instagram

Reconhecido como um dos principais nomes da literatura contemporânea, o amazonense Milton Hatoum , de 73 anos, tomou posse na noite de sexta-feira, 24, na cadeira de número seis da Academia Brasileira de Letras (ABL) . O assento pertence ao jornalista Cícero Sandroni, falecido em junho do ano passado. Hatoum é autor de nove obras de ficção, além de atuar como tradutor, professor e arquiteto. Entre 2008 e 2022, foi colunista do Estadão, escrevendo sobre literatura e cidades.

“Não tenho pendor à imortalidade, não estava no meu horizonte ser imortal”, declarou Hatoum, em tom bem-humorado. "Acho que imortais são os clássicos, e nunca tive pretensão de escrever clássicos." O escritor contou que foi persuadido e incentivado por colegas, como a escritora Ana Maria Machado, que lembrou o início das sondagens em seu discurso de boas-vindas. Na época, Hatoum esteve envolvido na concepção da trilogia O Lugar mais Sombrio , drama familiar ambientado durante a ditadura militar, composto por A Noite da Espera (2017), Pontos de Fuga (2019) e Dança dos Enganos (2025).

Saudado como um "escritor escritor" em uma instituição cada vez mais aberta a profissionais de outras áreas, Hatoum ressaltou a importância da literatura na ABL: "É uma Academia Brasileira de Letras, a casa de Machado de Assis", afirmou. "Não necessariamente é preciso privilegiar a literatura, mas ela precisa ter um lugar cativo. O meu esforço, e o que venho fazer desde que publiquei meu primeiro romance, é falar sobre literatura, tentar formar leitores."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.