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Suspeita de envenenar, decapitar e esquartejar o marido tem prisão preventiva decretada pela Justiça

Esther Pestana Cabral foi presa na última terça-feira; polícia foi acionada após filho da vítima encontrar parte do corpo do pai em casa

Agência O Globo - 23/10/2026
Suspeita de envenenar, decapitar e esquartejar o marido tem prisão preventiva decretada pela Justiça
Suspeita de envenenar, decapitar e esquartejar o marido tem prisão preventiva decretada pela Justiça - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Suspeita de envenenar, decapitar e esquartejar o marido, Edmilson Batista Vila Verde, Esther Pestana Cabral teve a prisão em flagrante convertida para preventiva — quando não há prazo para expirar — pela Justiça, nesta quinta-feira. Ela foi presa em flagrante, na última terça, e, segundo policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), confessou o crime.

Rafael Mascarenhas:

"Ela estava perdendo muito sangue, podia morrer":

Na audiência de custódia, o Núcleo de Atuação perante a Central de Audiência de Custódia (Nacac) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) apontou ainda a incidência do crime de furto qualificado pelo uso do cartão de Edmilson. O Nacac destacou a extrema violência do crime e a necessidade da prisão preventiva para garantir a ordem pública, além de proteger parentes e testemunhas.

Segundo o MPRJ, ao decretar a prisão preventiva, o juízo destacou a gravidade concreta do crime e a periculosidade de Esther, evidenciadas pela premeditação, caracterizada pelo emprego de veneno misturado à alimentação, seguido de esquartejamento e decapitação com o uso de faca, canivete e serra elétrica portátil.

Lá vem a marreca:

Partes de corpo espalhadas

A polícia foi acionada para a casa onde Esther e Edmilson moravam, no bairro de Austin, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após o filho da vítima encontrar parte do corpo da vítima. Agentes da DHBF foram acionados para o local e encontraram o torso de Edmilson na residência e uma nota fiscal da compra das luvas usadas para a decapitação e esquartejamento do corpo, o que possibilitou identificar a loja onde o material foi comprado.

Policiais foram até a farmácia onde as luvas foram adquiridas e identificaram Esther como a compradora, afirma a DHBF. Ainda segundo os investigadores, durante uma diligência, equipes encontraram a cabeça e membros de Edmilson no carro dele, estacionado a cerca de 500 metros da casa.

Veja os detalhes:

Levada para a DHBF junto com testemunhas, Esther inicialmente negou ter cometido o assassinato, de acordo com a polícia. Mas, após ter sua versão confrontada com pistas obtidas pelos agentes, ela acabou confessando a morte, ocorrida em 16 de outubro deste ano.