RJ em Foco
Falso curso de sargentos do Exército era usado para comprar armas no Rio; três são presos
Polícia Civil descobriu esquema que simulava aulas, provas e formaturas militares para falsificar documentos e adquirir armamentos de uso restrito; cinco pistolas e um fuzil foram apreendidos
A Polícia Civil do Rio desarticulou um esquema criminoso que simulava a realização de cursos de formação de sargentos da reserva do Exército Brasileiro para facilitar a compra de armas de fogo de uso restrito. Segundo as investigações, os envolvidos organizavam aulas presenciais, aplicavam provas e forjavam documentos militares para dar aparência de legalidade à formação dos participantes. Três pessoas foram presas, e seis armas, entre elas um fuzil, foram apreendidas.
Vídeo:
Secretário de Queimados morto por PMs:
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), com apoio de militares da 1ª Região Militar do Exército, começou há cerca de dois meses, após a prisão em flagrante de um homem que havia adquirido uma pistola calibre .40 mediante a apresentação de documentos falsificados.
A partir da prisão, os agentes passaram a analisar outras compras de armamentos e identificaram pessoas que utilizavam documentos com o mesmo padrão de falsificação. As diligências revelaram a existência de um grupo responsável por organizar os supostos cursos preparatórios e simular a formação de militares da reserva.
40% da arrecadação:
De acordo com a Polícia Civil, os participantes assistiam a aulas e realizavam provas antes de receber carteiras de identidade militar e autorizações para a compra de armas. Os documentos continham assinaturas falsificadas de oficiais do Exército e eram utilizados para iniciar os processos de aquisição em lojas credenciadas.
Depois, o grupo também emitia Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAF) falsos, que permitiriam a retirada dos armamentos nos estabelecimentos comerciais. Consultado durante a investigação, o Exército confirmou a falsidade dos documentos e a inexistência das autorizações de compra apresentadas pelos investigados.
Fuzil e pistolas apreendidos
Até o momento, a polícia identificou a compra de cinco armas, em transações que somaram aproximadamente R$ 50 mil. Ao todo, porém, seis armamentos foram apreendidos durante a investigação: quatro pistolas Glock, sendo três de calibre .40 e uma de 9 milímetros; uma pistola Taurus calibre .40; e um fuzil Fire Eagle calibre 5,56.
Parte das armas ainda estava nos estabelecimentos comerciais, aguardando a retirada pelos compradores, quando o esquema foi descoberto. Com isso, os policiais conseguiram impedir que os armamentos fossem entregues.
A Justiça já determinou o perdimento das armas apreendidas, que poderão ser destinadas ao uso da própria Polícia Civil.
Investigação continua
Além da prisão em flagrante que deu início às investigações, a Justiça expediu três mandados de prisão temporária contra envolvidos no esquema. Dois deles já foram cumpridos, elevando para três o número de presos.
A Polícia Civil informou que os nomes e as imagens dos investigados serão preservados nesta fase para não comprometer as diligências em andamento.
Os agentes agora buscam identificar os responsáveis pela organização dos cursos, pela produção e pelo fornecimento dos documentos falsificados, além de localizar outros possíveis participantes do esquema. A investigação também pretende esclarecer quantas pessoas obtiveram documentos militares fraudulentos e a extensão das compras de armamentos realizadas pelo grupo.
Mais lidas
-
1COMPORTAMENTO
Apartamento, jatinhos e festa: O que o caso Yasmin Brunet e Vorcaro revela sobre a dinâmica dos relacionamentos sugar
-
2CORREGEDORIA
CNJ convoca desembargador Fábio Ferrario para auxiliar em inspeção no TJ de Roraima
-
3A CONTA NÃO FECHA
Pastor em Delmiro, salário em Maceió: folha aponta jornada de 40 horas a 290 km de distância na prefeitura de JHC/Cunha
-
4SEGURANÇA PÚBLICA
Homem apontado como integrante de 'Equipe Caos' do CV no Morro do Fubá morre em confronto com PMs
-
5EXTREMISTA EXALTADO
Panelaço contra Flávio em Maceió termina com porteiro que participava do ato com moradores e vizinhos levado pela polícia; morador denunciou intimidação bolsonarista