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Quem são a mãe e o irmão de Oruam, presos em operação da PF contra monopólio da internet pelo CV

Márcia Gama é mulher de Marcinho VP e apontada como elo de comunicação da facção entre presos e integrantes fora do sistema penitenciário

Agência O Globo - 19/10/2026
Quem são a mãe e o irmão de Oruam, presos em operação da PF contra monopólio da internet pelo CV
Quem são a mãe e o irmão de Oruam, presos em operação da PF contra monopólio da internet pelo CV - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mulher de Marcinho VP e mãe do rapper Oruam, e Lucas Santos Nepomuceno, filho do casal e irmão do artista, foram presos nesta segunda-feira durante a Operação Backbone, da Polícia Federal, que investiga o monopólio imposto pelo Comando Vermelho (CV) sobre o fornecimento de internet em comunidades do Rio. Márcia é apontada em investigações anteriores como um dos elos de comunicação da facção entre o sistema prisional e integrantes fora dos presídios. Lucas, conhecido como Lucca, foi investigado por suspeita de administrar recursos financeiros ligados à lavagem de dinheiro do grupo.

Quem é Márcia Gama

Márcia é casada com Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, preso há 30 anos e um dos principais chefes do CV, e mãe de Oruam. Em 2010, Márcia foi presa sob acusação de lavar dinheiro para o tráfico a mando do marido. Ela passou cinco meses detida e foi absolvida das acusações.

Além de Oruam, Márcia é mãe de outros quatro filhos com Marcinho VP. Ela também empreende no ramo de limpeza de calçados e no comércio de roupas, de acordo com a mesma reportagem. Em abril deste ano, Márcia voltou a ser alvo de uma operação policial contra a estrutura financeira do Comando Vermelho, ao lado dos filhos Lucas e Oruam.

Quem é Lucas Nepomuceno

Lucas Santos Nepomuceno, conhecido como Lucca, é filho de Marcinho VP e irmão de Oruam. Ele foi alvo de uma operação da Polícia Civil em abril, que investigava suspeitas de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho. Segundo a denúncia daquele caso, Lucas teria integrado o chamado “Núcleo Familiar” da organização criminosa, responsável, de acordo com a acusação, por intermediar ordens da liderança e administrar recursos financeiros ligados à lavagem de dinheiro. A denúncia o classificou como “gestor financeiro secundário” do núcleo.

Em agosto, a 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio concedeu habeas corpus a Lucas e revogou sua prisão preventiva. Com a decisão, ele passou a responder ao processo em liberdade, sob medidas cautelares, incluindo comparecimento mensal em juízo, restrição para deixar o estado por mais de 30 dias sem autorização judicial e uso de tornozeleira eletrônica.

Na decisão, o desembargador Marcius da Costa Ferreira destacou que Lucas não era apontado como integrante da liderança da facção nem como alguém com função formal de comando.