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Operação que prendeu Canella e ex-chefe da Polícia Civil termina com seis presos e apreensão de 20 veículos de luxo

Balanço da oitava fase da ação da PF inclui ainda 33 armas, 49 joias e relógios de luxo e cerca de R$ 90 mil em espécie

Agência O Globo - 16/10/2026
Operação que prendeu Canella e ex-chefe da Polícia Civil termina com seis presos e apreensão de 20 veículos de luxo
Operação que prendeu Canella e ex-chefe da Polícia Civil termina com seis presos e apreensão de 20 veículos de luxo - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A oitava fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, terminou com seis presos e a apreensão de 20 veículos de luxo, 33 armas e cerca de R$ 90 mil em espécie. Segundo o balanço final atualizado da ação, divulgado na manhã desta sexta-feira, os agentes também recolheram 14 celulares, 49 joias e relógios de luxo, além de mídias, equipamentos eletrônicos e documentos diversos.

Deflagrada na quinta-feira, a operação da Polícia Federal (PF) levou à prisão do ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), do ex-secretário de Polícia Civil Marcus Amim e de outros quatro policiais civis. Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro. Segundo a PF, o grupo teria estruturado os negócios para ocultar recursos supostamente desviados da Prefeitura de Belford Roxo. Um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), enviado aos investigadores, apontou movimentações superiores a R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

Na oitava fase, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em endereços nos municípios do Rio, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.

Além das prisões, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede investigada. Desse total, 96 são postos de combustíveis.

Os investigados são suspeitos, conforme a participação atribuída a cada um pela PF, de crimes como organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel. As apurações seguem em andamento.