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Ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella e ex-secretário de Polícia Civil Marcus Amin são presos pela PF

As duas prisões são no âmbito da Operação Unha e Carne

Agência O Globo - 15/10/2026
Ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella e ex-secretário de Polícia Civil Marcus Amin são presos pela PF
Ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella e ex-secretário de Polícia Civil Marcus Amin são presos pela PF - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Uma operação da Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta quinta-feira, 16, o deputado eleito e ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e o ex-chefe da Polícia Civil, Marcus Amin. As prisões ocorrem no âmbito da oitava fase da Operação Unha e Carne, que visa desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma de lavagem de dinheiro.

Segundo as investigações, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) enviado à PF.

Na ação desta quinta-feira, os agentes estão cumprindo seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais civis investigados. Além do crime de organização criminosa armada, os investigados também responderão, conforme as responsabilidades, por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, entre outros que poderão surgir ao longo das investigações.

A operação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal, com o objetivo de desarticular organizações criminosas no estado do Rio, conforme as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635. O tema foi discutido na reunião realizada no último dia 6 de outubro entre a direção-geral da PF e o ministro Alexandre de Moraes, no STF.

Matéria em atualização.