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Alerj aprecia nesta quarta-feira projeto que cria a Lei Alvinho instituindo políticas públicas para alunos com altas habilidades

Proposta é inspirada em Adriano Álvaro Melo, de 10 anos, que aos 4 foi diagnosticado como superdotado e, neste ano, após perder a casa, foi morar em abrigos com a mãe.

Agência O Globo - 14/10/2026
Alerj aprecia nesta quarta-feira projeto que cria a Lei Alvinho instituindo políticas públicas para alunos com altas habilidades
Alerj aprecia nesta quarta-feira projeto que cria a Lei Alvinho instituindo políticas públicas para alunos com altas habilidades - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vai apreciar no final da manhã desta quarta-feira o projeto que institui a Lei Alvinho. A proposta, de autoria da deputada estadual Renata Souza (PSOL), estabelece diretrizes para a implantação de políticas públicas destinadas ao desenvolvimento das potencialidades de estudantes da rede pública com altas habilidades/superdotação na rede estadual de ensino.

Super Alvinho:

O recomeço:

O projeto de lei foi inspirado no menino Adriano Álvaro Melo, o Alvinho, de 10 anos, que aos 4 foi diagnosticado com altas habilidades. O garoto, nascido no Complexo da Maré, aprendeu a ler e escrever sozinho aos 7 anos e criou o jogo "Super Alvinho" após participar de um curso on-line em Harvard, uma das universidades mais conceituadas dos Estados Unidos.

Alvinho também despontou no xadrez, modalidade que lhe rendeu diversas medalhas e troféus, e em uma turma de robótica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Desde então, já lançou um livro e deu palestras em universidades.

No Largo da Carioca:

Sua vida sofreu um revés após perder a casa em que morava com a mãe, Piscila de Melo, em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, após a família ser vítima de um golpe imobiliário. Depois disso, a mãe foi diagnosticada com tuberculose resistente a medicamentos. Doente e sem emprego, ela e o filho foram parar em abrigos.

Desde que o drama do menino e sua mãe foi retratado pelo GLOBO, no final de agosto, formou-se uma verdadeira rede de solidariedade para ajudar os dois. Graças a essas ajudas, conseguiram voltar para Cabo Frio, na Região dos Lagos, para onde se mudaram no começo do ano. O menino também conseguiu resgatar a bolsa de estudos integral que havia perdido e voltou a frequentar uma escola particular do município.