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Casal é preso suspeito de oferecer menores em aplicativo para festas onde aconteciam abusos

Segundo delegada, mães ofereceriam filhas à exploração sexual; entre as vítimas estaria um bebê de 5 meses

Agência O Globo - 12/10/2026
Casal é preso suspeito de oferecer menores em aplicativo para festas onde aconteciam abusos
Casal é preso suspeito de oferecer menores em aplicativo para festas onde aconteciam abusos - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Policiais civis da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) prenderam, neste sábado, um casal suspeito de aliciar crianças e adolescentes por meio de aplicativos para festas onde ocorriam abusos sexuais. O homem, que seria funcionário de uma escola pública na Cidade de Deus, na Zona Sudoeste do Rio, é apontado como chefe de uma organização criminosa investigada pela exploração sexual sistemática de menores. Ele foi capturado na Gávea, na Zona Sul da capital, e a mulher foi localizada em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Segundo a investigação, o homem é apontado como um dos principais agenciadores e articuladores do esquema. Em aplicativos de mensagem, ele e os cúmplices ofereciam vítimas de ambos os sexos em troca de dinheiro e de vantagens materiais, como a compra de celulares e financiamento de eventos. As apurações revelaram ainda que o grupo organizava festas nas quais ocorriam os abusos, com registros de episódios graves envolvendo inclusive bebês de 5 meses.

— As investigações apontam que as próprias mães realizavam a comercialização de suas filhas. Há uma nova vertente da investigação que indica que havia festas em que essas adolescentes e crianças eram expostas ao ambiente com homens bem mais velhos e eles poderiam escolher com quem gostariam de se relacionar — disse a delegada Maria Luiza Machado ao Bom Dia Rio, da TV Globo.

A ação faz parte da segunda fase da operação, que inicialmente foi direcionada a um advogado e desdobrou-se na identificação de uma rede estruturada. Além disso, é apurado ainda se mães entregam as próprias filhas para exploração em troca de compensação financeira, submetendo-as à prostituição.

O casal preso foi levado para a DCAV e responderá por estupro de vulnerável, favorecimento à prostituição e produção de material pornográfico infantil. As investigações continuam para identificar outros integrantes da quadrilha e consumidores da rede criminosa.