RJ em Foco

Magé-Manilha tem novo trecho duplicado

Previsão é de construção de rotatória em Itaboraí para resolver os engarrafamentos constantes na região; obra ligará estrada por viadutos até BR-101, que dá acesso à Região dos Lagos e à Ponte Rio-Niterói

Agência O Globo - 10/10/2026
Magé-Manilha tem novo trecho duplicado
Magé-Manilha tem novo trecho duplicado - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Ministério dos Transportes deu o primeiro passo para tentar melhorar a vida dos motoristas que enfrentam engarrafamentos diários no entroncamento da BR-101 (Rio-Campos) com a BR-493 (Magé-Manilha), na altura de Manilha, em Itaboraí, na Região Metropolitana. Ontem, o ministro George Santoro inaugurou a duplicação de um trecho de cinco quilômetros da segunda rodovia citada e disse que, até o fim de 2027, outros 29 quilômetros também estarão duplicados. A obra, iniciada em 2024, está prevista no contrato de concessão. O investimento é de R$ 600 milhões, custeados pela concessionária Ecovias Rio Minas.

Já o fim dos engarrafamentos enfrentados por quem sai do Rio em direção à Região dos Lagos e ao Norte Fluminense, assim como por quem parte de Magé para seguir na mesma direção ou acessar a Ponte Rio-Niterói, vai demorar um pouco mais. Santoro informou que um complexo viário, formado por elevados (viadutos), ligará a BR-493 às respectivas saídas da BR-101, sem a necessidade de semáforos. A obra deve começar em 2027 e ficar pronta em mais dois anos, contados a partir do início da construção. Os custos ficarão a cargo das concessionárias que administram as duas rodovias: a Ecovias Rio Minas e a Arteris Fluminense, esta última responsável pela administração da via que liga Niterói, na Região Metropolitana, à divisa com o Espírito Santo.

— A gente vai resolver esse problema. A obra será iniciada no ano que vem. A gente vai fazer o encabeçamento do complexo viário na duplicação. Será com um formato de diamante ou de oito. Não precisará de sinal nem de parada. É como se fosse uma grande rotatória. Fizemos um acordo entre a Ecovias Rio Minas e a Arteris. Esta última é quem vai executar a maior parte, porque a obra dela é mais completa (maior trecho) — explicou o ministro.

Em agosto de 2026, George Santoro inaugurou 6,4 quilômetros de faixas adicionais na BR-101, entre São Gonçalo e Manilha, em Itaboraí. Nesse trecho, a rodovia passa às margens do Complexo do Salgueiro e do Jardim Catarina, no primeiro município citado. As duas comunidades têm territórios controlados pela facção criminosa Comando Vermelho (CV). Por questões de segurança, a obra chegou a ficar paralisada por seis anos. Os trabalhos foram retomados em abril deste ano. A conclusão da intervenção teve como objetivo ajudar a diminuir o gargalo provocado pelo engarrafamento em Manilha. A situação melhorou, mas o problema não foi resolvido definitivamente.

Nesta sexta-feira, a equipe de reportagem de O GLOBO encontrou retenções na BR-101 por volta das 10h, no entroncamento com a BR-493, em ambos os sentidos, na altura dos acessos às duas rodovias. Na BR-493, porém, o engarrafamento foi bem maior. Por volta das 12h, os motoristas enfrentavam trânsito lento logo após o fim do trecho de pistas duplicadas, no sentido Manilha. Entre Itaboraí e o acesso à BR-101, o congestionamento se estendia por mais de três quilômetros.

As obras entregues nesta sexta-feira no trecho entre Magé e Manilha, na BR-493, incluem cinco quilômetros de pista duplicada, entre os quilômetros 6,8 e 9,2, uma nova ponte sobre o Rio Caceribu e a liberação de passagens inferiores, além da implantação de iluminação inteligente no mesmo trecho. O sistema prevê, entre outras funcionalidades, que as lâmpadas sejam acesas e apagadas de acordo com horários determinados. Também permite controlar a intensidade da iluminação e identificar luminárias queimadas ou que precisem de reparos.

Em nota, a Arteris Fluminense disse que as obras do complexo viário terão duas fases e que a primeira delas deve ficar pronta até 2030. As melhorias fazem parte de um pacote para toda a estrada que tem investimentos previstos de R$ 6,2 bilhões nos 322 quilômetros do trecho sob sua concessão.

Também em nota, a Ecovias Rio Minas disse que, com investimento de aproximadamente R$ 600 milhões, as obras iniciaram em dezembro de 2024 e, no momento, seguem em diversas frentes simultâneas, incluindo serviços de terraplenagem, drenagem e pavimentação, além da ampliação de vias marginais e da construção e recuperação de estruturas como pontes, viadutos e passagens inferiores, contribuindo para o aumento da capacidade e da segurança da rodovia.