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Elefante-marinho, que já passou por Niterói, Recreio e São Conrado, é visto no Posto 3, em Copacabana, tirando soneca na areia

Bombeiros e guardas municipais colocaram faixa de isolamento para afastar curiosos, que de longe registram com celulares a nova passagem do animal pela orla do Rio

Agência O Globo - 06/10/2026
Elefante-marinho, que já passou por Niterói, Recreio e São Conrado, é visto no Posto 3, em Copacabana, tirando soneca na areia

Um elefante-marinho foi encontrado na manhã desta terça-feira, nas areias de Copacabana, na altura do Posto 3. O animal, aparentemente saudável, estava perto da arrebentação tirando uma soneca. Ao que tudo indica, é o mesmo que foi avistado em Niterói e em alguns pontos do Rio. Bombeiros e guardas municipais que estão no local colocaram faixa de isolamento para afastar os curiosos, que de longe registram com os celulares a nova passagem do animal pela orla da cidade.

O animal está fazendo um espécie de tour pela costa carioca, desde o começo do mês. Ele já tinha sido visto anteriormente no Recreio dos Bandeirantes, passou pela Joatinga e, em seguida, surgiu em dos pontos da Praia de São Conrado, além de Niterói.

Elefantes-marinhos são animais de grande porte, com até cinco metros de comprimento. Fêmeas podem atingir entre 400 e 900 quilos. Machos alcançam mais de uma tonelada. Costumam percorrer longas distâncias no mar, mais de 500 quilômetros sem parar, e acabam gastando muita energia. Então, quando chegam à praia, têm um comportamento mais sonolento e procuram descansar.

— Essa é uma época em que esses animais passam um tempo no mar para se alimentar — expl:icou o biólogo Rafael Carvalho, pesquisador do Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores da UERJ na sexta-feira, quando o elefante-marinho foi avistado em São Conrado — Este é, possivelmente, proveniente da Península Valdes, na Argentina. Geograficamente, é o local mais próximo aqui da nossa costa onde essa espécie pode ser encontrada. Quando não estão em época de reprodução ou muda (troca da pelagem), que ocorre em área terrestre nas áreas de onde são provenientes, estão no mar se alimentando.

Rafael reforçou, na ocasião, que alguns destes animais acabam nadando longas distâncias durante esse período de alimentação e, também, por influência de correntes, podem acabar atingindo regiões que estão mais longe dos seus locais de origem:

Cuidados com o animal

Veja as orientações do Corpo de Bombeiros:

Manter a distância e afastar outras pessoas.

Não tocar, puxar ou empurrar o animal.

Não tentar colocá-lo de volta no mar. Ele pode estar debilitado ou doente e precisa de avaliação especializada.

Não oferecer comida ou água.

Evitar barulho e aglomeração

Tirar fotos ou fazer vídeos de longe.