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Turista mexicano morto na Pedra do Sal após assalto passava férias pela primeira vez no Rio com primo e amigo

Carlos Hernandez Ortiz, de 28 anos, chegou ao Rio no dia 20 de setembro e viajaria de volta nesta sexta-feira; segundo o parente, os três foram ao Centro do Rio por indicação de que o local era badalado

Agência O Globo - 02/10/2026
Turista mexicano morto na Pedra do Sal após assalto passava férias pela primeira vez no Rio com primo e amigo
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A viagem de férias ao Rio de Janeiro, que deveria terminar nesta sexta-feira, foi interrompida pela morte do turista mexicano Carlos Hernandez Ortiz, de 28 anos. Ele estava na cidade acompanhado do primo Rogelio Hernandes Ortiz e do amigo Pablo Cesar Hernandez, ambos de 26 anos. Os três haviam chegado ao Rio no dia 20 de setembro e estavam hospedados em um Airbnb em Copacabana, na Zona Sul.

Violência:

Segundo o relato de Rogelio à polícia, os três estavam pela primeira vez no Rio e decidiram conhecer a Pedra do Sal, na Região Central, depois de receberem indicação de que o local era movimentado e tinha programação de samba. Eles chegaram por volta das 22h e permaneceram juntos no local durante a noite.

Ponto turístico:

Os três beberam e curtiram o samba antes de começar a procurar um carro por aplicativo para voltar ao apartamento onde estavam hospedados. Foi nesse momento, segundo o depoimento do primo, que eles foram abordados pelos criminosos.

A investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) aponta que Carlos e os dois acompanhantes estavam entre as três vítimas abordadas por uma dupla que havia sido levada até a região por Guilherme do Nascimento Pinto. Preso pela polícia, ele teria relatado em depoimento que os criminosos utilizavam uma estratégia para se aproximar das vítimas: simulavam uma abordagem amistosa, inclusive com abraços, antes de anunciar o roubo.

Ainda segundo a polícia, Guilherme e mais dois comparsas são da Pavuna. Ele confessou em depoimento que o trio tinha o costume de cometer crimes naquela região.

Carlos, Rogelio e Pablo estavam no Rio havia 10 dias quando foram abordados. A viagem previa mais alguns dias na cidade antes do retorno ao México, marcado para 3 de outubro.

Após o roubo, Carlos tentou impedir que os criminosos fugissem. Segundo a Polícia Civil, ele pulou sobre o capô do carro usado pelos assaltantes, mas caiu quando o veículo acelerou. O turista bateu a cabeça no chão e morreu.

O caso é investigado como latrocínio, roubo seguido de morte. A polícia apura a participação dos envolvidos e a dinâmica da abordagem que terminou com a morte do turista.

Família se revolta:

Um dos suspeitos preso

Em depoimento, Guilherme do Nascimento Pinto, preso suspeito de participação na morte, por atropelamento do turista mexicano, afirmou que um de seus cúmplices mandou que ele acelerasse para atingir a vítima. A ordem foi obedecida, o que fez com que Ortiz caísse no chão. Um vídeo mostra o momento em que o mexicano foi atingido pelo veículo em fuga e caiu no chão em seguida.

Segundo estudo:

Guilherme foi detido por agentes da Polícia Federal e autuado em flagrante na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). De acordo com as investigações, o suspeito buscou outros dois integrantes da quadrilha na madrugada de terça e os levou até a Pedra do Sal, onde, por volta das 2h, eles desembarcaram do veículo. Três vítimas foram abordadas pelos criminosos.

No vídeo, é possível ver os bandidos se aproximando do mexicano e de outras pessoas de forma aparentemente amigável. O próprio suspeito preso contou aos policiais que essa era a estratégia usada pela quadrilha: aproximar-se das vítimas, abraçá-las e simular uma abordagem amistosa para, em seguida, pegar seus pertences.

Após o furto, os bandidos entraram num carro. Ortiz saltou no capô do veículo. É possível ver quando o automóvel arranca, levando o mexicano junto. Em seguida, ele cai no chão e é cercado pelas duas pessoas que o acompanhavam.

Por volta das 5h, os três suspeitos foram abordados por agentes da Polícia Federal. O motorista não ofereceu resistência, enquanto outros criminosos conseguiram fugir a pé. As diligências continuam para localizá-los e prendê-los.

Confissão

Aos policiais, Guilherme confessou ter participado do crime e afirmou que já havia participado de cerca de cinco ações semelhantes. Por cada uma delas, disse, recebeu R$ 500. Segundo ele, o grupo chegava a furtar em torno de dez celulares por dia. A Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.