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Integrante do Escritório do Crime é condenado pela morte de desafeto do capitão Adriano da Nóbrega

Ex-policial militar João Luiz da Silva, o Gago, teve pena estipulada em 37 anos, cinco meses e 29 dias de prisão por assassinar Marcelo Diotti, em março de 2018, na Barra da Tijuca

Agência O Globo - 30/09/2026
Integrante do Escritório do Crime é condenado pela morte de desafeto do capitão Adriano da Nóbrega
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: OpenAI (GPT Image)

O ex-policial militar João Luiz da Silva, o Gago, foi condenado pelo Tribunal do Júri, nesta terça-feira, a 37 anos, cinco meses e 29 dias de prisão pela morte do empresário e contraventor Marcelo Diotti, ocorrida em março de 2018, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio. De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), Gago integrava a organização criminosa conhecida como Escritório do Crime, apontada em investigações como responsável por homicídios sob encomenda e chefiada por Adriano da Nóbrega, o Capitão Adriano.

João Luiz foi denunciado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPRJ, em maio de 2020, pelo homicídio qualificado de Diotti. O crime ocorreu na Avenida das Américas e, segundo o Ministério Público, foi motivado por desavenças entre a vítima e Capitão Adriano — que foi morto em confronto com a polícia em 2020, na Bahia.

De acordo com as investigações, integrantes do Escritório do Crime, responsáveis pela execução, entre eles Gago, monitoraram a rotina de Diotti e de sua companheira até o momento do crime. Após sair de um restaurante, a vítima foi atingida por diversos disparos, a maior parte deles na cabeça.

O Conselho de Jurados acolheu integralmente os pedidos do MPRJ ao reconhecer que o crime foi praticado por dois motivos torpes: por vingança de Adriano contra a vítima e como demonstração de força e poder diante de um grupo rival. Também ficou demonstrado que o crime foi cometido mediante pagamento ou promessa de recompensa, por meio de emboscada e por um grupo de extermínio.

Os irmãos Leonardo Gouvêa da Silva, o Mad, e Leandro Gouvêa da Silva, o Tonhão, também apontados como integrantes do Escritório do Crime e participantes do homicídio, foram julgados e condenados em maio de 2024.

O crime ocorreu quando Marcelo Diotti e a esposa estavam perto do carro dele, um Mercedes SUV branco, no estacionamento de um restaurante, quando os assassinos chegaram e realizaram pelo menos 20 disparos, segundo o relato de testemunhas. No local, foram encontradas cápsulas de fuzil calibres 556 e 762.

Diotti era marido da ex-mulher do ex-vereador Cristiano Girão, condenado por formação de quadrilha, crime eleitoral e acusado de comandar a milícia da Gardênia Azul, na Zona Sudoeste.

Em junho de 2017, Marcelo e a esposa haviam sido vítimas de outro atentado. Os dois deixavam uma festa num hotel, também na Barra, quando se tornaram alvos de disparos. A 16ª DP (Barra da Tijuca) ouviu os depoimentos do casal à época.