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Conceição Evaristo abre terceiro dia da Fliduc com Teatro Raul Cortez lotado em Duque de Caxias

Escritora falou sobre escrevivência, memória, sobrevivência e literatura

Agência O Globo - 25/09/2026
Conceição Evaristo abre terceiro dia da Fliduc com Teatro Raul Cortez lotado em Duque de Caxias
Conceição Evaristo abre terceiro dia da Fliduc com Teatro Raul Cortez lotado em Duque de Caxias - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O terceiro dia da Festa Literária de Duque de Caxias (Fliduc) começou com um dos grandes momentos da programação. A escritora Conceição Evaristo abriu a agenda de palestras desta sexta-feira, dia 25, diante de um Teatro Municipal Raul Cortez lotado, em um encontro marcado por literatura, memória e pelas histórias de vida que atravessam sua trajetória.

Ao lado da escritora e professora Lucimar Felisberto, que mediou a atividade, Conceição Evaristo falou sobre escrevivência, memória, sobrevivência e resistência, destacando a literatura como uma forma de registrar histórias, preservar experiências e dar voz a diferentes trajetórias.

Durante o encontro, a escritora também comentou sobre sua relação com a literatura e com a educação:

— A grandiosidade que eu tenho para oferecer é a literatura. A literatura me escolheu! Assim como ser professora também me escolheu. Enquanto eu tiver força, enquanto eu acreditar que vale a pena, eu vou continuar nesse processo, estando cansada ou não, e louvando o lugar de ser professora, que é a função. Eu vejo a atuação do professor como a ferramenta mais necessária para construir um país.

O encontro emocionou o público e reforçou uma das propostas centrais da Fliduc: aproximar grandes nomes da literatura brasileira dos leitores e valorizar diferentes formas de produção de conhecimento, memória e cultura.

Após a palestra, Conceição Evaristo participou de uma sessão de fotos, recebeu o público e também atendeu profissionais de imprensa que acompanharam sua participação na Festa Literária.

Para Márcio Lopes, produtor da Fliduc, receber Conceição Evaristo na primeira edição do evento representa um momento especial para a literatura e para Duque de Caxias.

— Ter Conceição Evaristo conosco é um privilégio e também uma demonstração da força que a Fliduc tem desde a sua primeira edição. Ela representa uma literatura que fala de memória, identidade e das experiências de milhões de brasileiros. Ver o Teatro Raul Cortez lotado para ouvi-la mostra o quanto existe público para esse tipo de encontro e o quanto Duque de Caxias tem potencial para ser um grande território de cultura e literatura.

Samba, memória e cultura popular

A programação desta sexta-feira também contou com outro encontro especial. No Palco Praça, Leonardo Bruno e Luiz Antônio Simas participaram da mesa “Samba, Identidade e Cultura Popular”, com mediação de Louiz Carlos da Silva, presidente do Instituto Zeca Pagodinho e filho do cantor e compositor Zeca Pagodinho.

A conversa reuniu diferentes olhares sobre o samba, sua importância como manifestação cultural, espaço de memória e elemento fundamental para compreender a identidade brasileira.

A programação segue até este sábado, dia 26, com atividades gratuitas na Praça do Pacificador, no Teatro Municipal Raul Cortez e na Biblioteca Municipal Governador Leonel de Moura Brizola, reunindo literatura, música, oficinas, rodas de conversa, atividades infantis e apresentações.

A Fliduc reúne ainda mais de 70 autores de Duque de Caxias e região, além de convidados de destaque da literatura e da cultura brasileira.

A Festa Literária de Duque de Caxias (Fliduc) é realizada pela ML Produções, de Márcio Lopes, e pela Camila Portes Eventos, com apoio da Prefeitura de Duque de Caxias, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, e viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura. O evento conta ainda com a participação e apoio de instituições ligadas à promoção da cultura e da leitura.