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Três integrantes de quadrilha paulista que aplicava golpes em passageiros de táxi na Zona Sul do Rio são presos

Agentes apreenderam 85 cartões bancários, dez máquinas de cartão e cinco placas de veículos

Agência O Globo - 24/09/2026
Três integrantes de quadrilha paulista que aplicava golpes em passageiros de táxi na Zona Sul do Rio são presos
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Policiais civis da 9ª DP (Catete) prenderam em flagrante, nesta quarta-feira, três suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em aplicar golpes contra passageiros de táxi na Zona Sul do Rio. O grupo, formado por criminosos de São Paulo, induzia as vítimas, principalmente idosos, a pagar corridas em máquinas de cartão adulteradas. Enquanto a pessoa digitava a senha, os criminosos capturavam a informação e trocavam o cartão verdadeiro por outro, pertencente a uma vítima anterior.

Vídeo:

A 'dança' dos supermercados:

Durante a ação, os agentes apreenderam 85 cartões bancários — entre eles os de quatro vítimas já identificadas pela investigação e o de um turista estrangeiro —, dez máquinas de cartão e cinco placas de veículos, além de um táxi usado pelo grupo. O carro utilizado pelo bando foi localizado nas imediações da praça do Largo do Machado, no Catete, Zona Sul, graças ao monitoramento da Central de Inteligência, Vigilância, Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas). No local, um suspeito foi preso.

Troca de placas

A investigação sobre a quadrilha começou após uma vítima relatar que teve o cartão retido durante o pagamento de uma corrida e recebeu outro no lugar. A partir da análise de imagens e de informações obtidas pelo setor de inteligência, os policiais identificaram um veículo utilizado como táxi, sem identificação de cooperativa. De acordo com a apuração, os criminosos trocavam frequentemente as placas do automóvel para dificultar o rastreamento — em apenas oito dias, eles foram flagrados circulando com quatro diferentes.

De volta ao posto:

Ainda conforme as investigações, ao final da corrida, o motorista recusava pagamentos em dinheiro ou Pix, alegando não ter troco, e direcionava a vítima para o pagamento com cartão. A máquina adulterada simulava uma falha na leitura, enquanto um aplicativo instalado em um celular capturava a senha digitada. Em seguida, o cartão era trocado por outro semelhante, que já ficava separado no veículo. De posse dos cartões e das senhas, os criminosos realizavam compras e saques imediatamente.

A investigação também permitiu conectar diferentes ocorrências a partir de um detalhe deixado pelos próprios criminosos. Na terça-feira, uma aposentada de 73 anos percebeu a troca do cartão no momento em que o recebeu de volta e tentou recuperar o original. O motorista arrancou com o veículo, levando a bolsa da vítima. O cartão que permaneceu com ela, porém, pertencia a outra pessoa que já havia sido vítima do mesmo golpe. A coincidência ajudou os policiais a estabelecer a ligação entre os crimes e confirmar a atuação do mesmo grupo.

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Base no Santo Cristo

Após a abordagem, os policiais seguiram para um imóvel alugado temporariamente pelo grupo, no Santo Cristo, na Zona Norte da capital, utilizado como base durante a permanência dos criminosos no Rio. No local, outros dois integrantes foram presos. Os agentes também recuperaram um objeto subtraído de uma das vítimas, encontrado dentro da mochila de um dos presos.

As investigações apontaram que o grupo mantinha uma estrutura organizada e utilizava o deslocamento entre São Paulo e o Rio de Janeiro para praticar os golpes. Um dos presos já havia sido capturado anteriormente pelo mesmo tipo de crime. A investigação continua para localizar outras possíveis vítimas e identificar outros integrantes da associação criminosa.